Se você estuda Comunicação, precisa saber disso

Novamente esta é uma postagem resgatada dos arquivos do blog (originalmente publicada em 10 de março de 2014). O texto mostra-se relevante e pertinente. Ainda mais quando tem cada vez mais gente considerando que aprender programação deve ser encarado como aprender um idioma estrangeiro (algo mais do que essencial).

large__14005409228É uma triste verdade. Graduandos em Comunicação raramente aprendem o básico do básico sobre HTML, CSS ou JavaScript em seus cursos. Não interessa a instituição, modalidade ou habilitação. Uma pena. Especialmente considerando-se o fato de que a maior parte dos empregos na área tem justamente relação com web. Publicitários, jornalistas e profissionais de RP parecem ter um bloqueio quase que natural quando a coisa se relaciona com código (de qualquer natureza).

A culpa não é deles, apenas. São raríssimas (mas raríssimas mesmo) as exceções à regra: não há qualquer trato ou atenção a isso na graduação. Embora alguns considerem desnecessário*, julgo que deveria haver ao menos 120 horas nos currículos de graduação em comunicação dedicados a esta questão. No entanto, a velocidade das mudanças curriculares não acompanha a dinamicidade do mercado de trabalho. Isso é fato. Mas não é desculpa.

Está mais do que na hora de tirar este atraso e o profissional deve dar conta disso. Se você quer trabalhar com qualquer coisa que se relaciona a comunicação (não ouse separar on e offline daqui por diante, ok? Isso não faz mais o menor sentido), saber o mínimo sobre isso é mais do que necessário. Há várias opções de cursos para você aprender isso de uma vez por todas. Recomendo que – se você é um profissional de comunicação ou está se preparando para ser um – tome uma atitude e comece a se preparar ontem.

Alguns lugares onde você pode aprender:

Saber desenvolvimento web minimamente bem é algo que – como a leitura e escrita em português e inglês – tem que ser tido como dado. Saber HTML, CSS, JavaScript é o mínimo necessário para qualquer um que queira trabalhar comunicação.

Não me entenda mal. Por mais que você seja redator ou profissional de mídia online, se souber o básico de HTML e CSS, no mínimo, vai parar de depender de alguém para, digamos, inserir o código para geração de relatórios do Google Analytics em um site sob sua responsabilidade.

Tenho me deparado com alunos de publicidade que, ao final de sua passagem pelo curso (7o. e 8o. períodos), sequer ouviram falar de HTML e mal sabem quais são as ferramentas de publicidade disponíveis nas mídias digitais. Isso me dá medo. Tanto pelo fato de eles desconhecerem a coisa quanto pela postura arrogante com relação a isso (a ignorância não é uma benção nesse caso).

* Falo isso porque num passado recente participei de uma reunião com um representante de uma escola de formação superior da Índia e fiquei fascinado com os programas deles relacionados a Comunicação e Tecnologia. No entanto, comentei a ausência de algo relacionado a web. Meu interlocutor riu de mim dizendo que isso não era coisa de se trabalhar na educação superior e que seus alunos já eram proficientes nestas tecnologias com menos de 15 anos. Entendo que a nossa realidade no Brasil é um pouco diferente. Mas ainda assim, não tiro a razão do indiano que riu de mim na reunião.

Quem faz graduação tecnológica pode SIM cursar mestrado e doutorado!

Esta é uma postagem que resgato dos arquivos do blog.
O assunto é mais do que relevante e – infelizmente – continua atual. Uma pena que não consegui resgatar também a imagem que ilustrava a postagem original. No entanto, acho que a imagem que substitui a original é tão boa quanto.

que-deseleganteNo Jornal Hoje desta segunda, 22/10/2012, uma chamada despertou minha atenção. Eles tratariam de cursos de graduação tecnológica em um quadro do jornal chamada “sala de emprego”. O destaque (óbvio) é a lista de vantagens desta modalidade de graduação. Além disso, eles prometeram tratar da demanda por este tipo de profissional no mercado de trabalho (que é crescente).

Como coordeno um curso de graduação tecnológica, fiquei atento e acompanhei a matéria e o bate-papo que rolou no site do jornal assim que a edição da TV terminou.

Não preciso dizer que me decepcionei, né?

É incrível como jornalistas não cumprem seu papel. Tanto a especialista convidada quanto a apresentadora deste quadro do jornal repetiram que aqueles que fazem graduação tecnológica não podem fazer mestrado ou doutorado.

Nada mais distante da verdade. Duvida? Então leia este texto direto do portal do MEC!

Gente, o nome do tipo de curso é graduação tecnológica. Leu direito? É uma graduação! Mestrados e doutorados são cursos de pós-graduação stricto sensu. A lógica já diz que quem faz uma graduação está capacitado para fazer uma pós-graduação, certo? Não para o JH e sua especialista…

Esta confusão é comum nas cabeças das pessoas e aqueles que têm preconceitos contra os cursos de graduação tecnológica ajudam a espalhar esta falácia.

Basta uma busca no Google (coisa que nem a apresentadora do quadro e muito menos a especialista convidada devem saber fazer) para verificar que os profissionais formados em cursos de graduação tecnológica podem sim fazer mestrado e doutorado. Novamente, coloco a prova aqui.

Me deixa duplamente chateado este tipo de coisa. Em primeiro lugar, me chateia o fato de um jornal que deveria prestar um serviço relevante para a população se esforçar em desinformar. Em segundo lugar por propagar um preconceito sem embasamento contra cursos de graduação tecnológica.

Que deselegante!

Redes Sociais na TV

No dia 17 de julho tive o prazer de participar do programa Sala de Imprensa, da TV Assembléia.

Na ocasião, falei sobre Redes Sociais. Dentre os temas discutidos, destaco a origem e as motivações de uso de plataformas de redes sociais bem como o fim do Orkut e o uso destas plataformas por empresas e personalidades.

Você pode conferir o vídeo do programa abaixo.

Dois novos trabalhos publicados

Em 2013, após defender minha tese de doutorado, o esforço de quatro anos de pesquisa sobre redes sociais foi recompensado com a apresentação de um dos trabalhos derivados da tese no EnAnpad, o mais proeminente congresso de Administração do país.

Agora, em julho de 2014, eu e o colega professor Humberto Lopes, publicamos novos trabalhos derivados da tese. Desta vez foram publicados dois importantes artigos com as ideias mais importantes de minha tese num debate bastante interessante com os professores Alsones Balestrin e Jorge Verchoore no vol 18 (04) da RAC – Revista de Administração Contemporânea; uma das mais relevantes publicações científicas em Administração do Brasil.

Não dá para negar que estou me sentindo muito orgulhoso e satisfeito. Que venham mais boas oportunidades de conduzir trabalhos relevantes!

Design de Interação

20140610_vfdiEm 2013, como parte do projeto Design de Interação, disponibilizei um pequeno e-book sobre o tema.

O material trata dos princípios básicos de Design de Interação levando-se em conta a abordagem do Design Centrado no Usuário.

O e-book está disponível no site do projeto.

Espero que o texto seja útil para quem está começando a trabalhar com desenvolvimento de sistemas interativos.