O preço do iPod e outras coisas
A essa altura todo mundo já leu que o preço do iPod Nano no Brasil é o mais alto do mundo. Mas e daí?
E daí, o seguinte: temos que culpar o governo pelas altas taxas e impostos que somos obrigados a pagar? Temos. Mas temos também que lembrar que a Apple pratica diferentes políticas de preços em diferentes países. Nada fora do normal. Todas as empresas que operam vendas em diferentes países fazem isso. Nada demais – do ponto de vista gerencial (ainda mais quando levamos em considerações questões básicas de organização do mercado como os fatores propaganda, oferta e procura). Do lado do consumidor, há o que reclamar, sim. E mais do que isso. Há o que fazer a respeito.
Em primeiro lugar, não podemos exigir pagar o mesmo preço que os americanos ou os canadenses. Isso seria um absurdo e uma terrível inocência.
O que fazer, então? Devemos lembrar que o fato de preço ser o mais alto é um reflexo de – além de outras coisas – um comportamento do brasileiro de buscar soluções “alternativas” (aka: comprar estes produtos via contrabando). Mas estas soluções alternativas só são viáveis porque o preço na loja “oficial” é exorbitante.
É um ciclo vicioso. E então, como escapar? Bem, no caso do iPod, a minha opinião continua sendo a de que não há motivos para comprar. Para mim, simplesmente, ele não teria uso. Mas se você curte um tocador de mídia portátil, lembre-se que existem outras N opções de dispositivos que custam bem menos por não serem o iPod.
No caso de outros aparelhos eletrônicos (inclusive o próprio computador), recomendo evitar ao máximo consumir estes produtos “de marca” ou “de grife” – a não ser, óbvio, quando o preço não for muito diferente de uma solução quase-gratuíta ou com preço viável.
Outro exemplo é o sistema operacional de seu computador. Se há saídas plenamente legais e eficientes, por qual motivo deveríamos correr atrás daquilo que é absurdamente caro? Só para um uso muito específico e restrito. Do contrário, simplesmente não há motivos. Isso é claro e óbvio, mas nunca custa lembrar, né?




