Caio, o leviano
Vários assuntos para este post. Tentarei manter-me focado e direto.
Como vocês podem ter percebido, retirei o selinho que falava do Ubuntu 7.10 da coluna da direita… Isso porque recomendo agora cautela aos que pretendem instalar a versão mais recente do sistema. Se não for destemido o suficiente, fique com a versão 7.04 que é mais estável…
“Mas, Caio… Por quê?”
Como sabem, tenho três computadores em casa. São dois desktops e um laptop. Um dos desktops ainda tem dual-boot com XP e Ubuntu 7.04. Outro desktop roda Ubuntu 7.10 e o laptop (e que estou usando para escrever este post) roda Mandriva.
Sim… Para os que fizeram as contas… É por isso o título do post. Caio, o leviano, trocou o Ubuntu no laptop pelo Mandriva.
O motivo? Bem… O motivo é o que eu ia explicar na sequência da descrição das máquinas e que justifica a minha recomendação de cautela ao usar a versão mais recente do Ubuntu.
Eis que estava feliz e contente aguardando o lançamento da versão 7.10 do Ubuntu. Assim que ela saiu, coloquei pra funcionar no desktop de uso primordial meu. No outro desktop, compartilhado, preferi deixar como tá (coisa de intuição. Ainda bem que o fiz). A instalação se deu sem problemas via CD (pela internet deu pau) e o sistema funciona legal.
Resolvi, então, fazer a migração no laptop. E foi aí que os problemas começaram. O sistema não deixou de funcionar… Isso deve ficar bem claro… Mas o bicho ficou lento em demasia. Parecia que eu usava um 486 sem o turbo ligado (lembram?)… Muitos problemas com vídeo e com início e término de sessões. Um downgrade se fez necessário. Como fiz meus becapes direitinho (e aqui cabe um adendo a todos que usam ou não linux: nunca é demais fazer um becape do seu diretório /home periodicamente), este processo não deveria ser doloroso.
Antes de executar a operação, resolvi arriscar e testar outras distros; afinal, nada custa, certo? Já que fiz definitivamente a migração para Linux, nada me custa brincar com os diferentes “sabores” dele.
Baixei OpenSUSE, Fedora e Mandriva. Fiz comparações e cá estou com o Mandriva, que me pareceu muito mais bacana que o Kubuntu ou Kurumin (que me fez ter preguiça do KDE).
A começar pelo reconhecimento de Hardware, o Mandriva se deu melhor que o Ubuntu, pois reconheceu tudo (inclusive a placa de som, que tive um pouco de dificuldade em fazer funcionar no Ubuntu). O fone de ouvido, que nunca funcionou 100%, agora está supimpa.; mutando os speakers assim que é espetado e tudo o mais que eu tenho direito.
Outra coisa que me surpreendeu, foi o trabalho que tive para fazer o bluetooth funcionar no Mandriva: nenhum. Ele já veio funcionando “de fábrica”, com compartilhamento de arquivos e tudo o mais.
Assim sendo, cá estou, usando e gostando do Mandriva. Recomendo-o como recomendo o ubuntu. Aliás, como recomendo o Linux no geral. Usarei até onde ele me satisfazer… Depois, troco com facilidade por outro de igual qualidade (ou melhor, quem sabe). Afinal, “sabores” de Linux é o que não falta por aí.




