Dia sem carro
Dia 22 de setembro (mais precisamente daqui a uma semana) será celebrado o dia mundial sem carro.
Uma iniciativa bacana que visa mostrar a viabilidade de se optar por outros meios de transportes que não o automóvel para se deslocar pelas cidades.
Particularmente acho a idéia bem legal. Entretanto, não posso aderir 100% em função das distâncias que percorro todos os dias para trabalhar (em média, uns 120km diários).
Seria muito bacana se houvesse transporte público de massa de qualidade, mas isso é papo para outro post.
Ainda assim, é legal indicar as atividades que o pessoal do Mountain Bike BH está planejando. Contam com meu total apoio.
6 Comments to “Dia sem carro”
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Como sou sortuda – pelo menos por enquanto – poderei aderir 100% à campanha, que acho fenomenal.
É Caio.. Se utilizando carro estou gastando uma média de 1 hora para atravessar a cidade no famoso trajeto Savassi-Pampulha, fico imaginando como seria isso por exemplo de ônibus.
Invejo os Nova Iorquinos com aquele mundo de subways.
De bicicleta são 35 min de Santa Tereza até a Pampulha. Pedalando devagar.
Os ônibus aqui a meu ver, tem 3 problemas graves, a falta deles nos horários de lazer da população, a lotação e a demora.
A falta de ônibus fora dos horários de trabalho, obviamente se deve ao fato de que, as empresas de transporte trabalham para as corporações e não para a população. É bom ganhar vale transporte, mas a contrapartida é que a população perde o poder político sobre o tema transporte público.
A lotação tem 2 origens, a ganância das empresas de transporte – que querem tirar o maior lucro possível em cima de cada viagem (monetarização das necessidades humanas) – e a lotação das vias por carros particulares. Se os ônibus circulassem mais livremente certamente a vazão de passageiros seria maior, matemática simples.
E a demora, está relacionada também a lotação das vias pelo transporte particular, o motorista sozinho no veículo é tão míope que só ve o seu conforto – se é que ficar preso no trânsito que você mesmo causa é sinal de conforto – e se esquece de que é parte do problema. Pergunte a um motorista de quem é a culpa pelos engarrafamentos, você vai ouvir que é o governo, a bhtrans e até (pasmem) os ônibus, mas em 0,001% dos casos vai ouvir.. “Eu mesmo andando sozinho m]no meu carro”.
Sugiro uma olhada aqui.
O Metrô é uma panacéia, o custo é alto e a implementação demorada, aqui outras opções como os veículos leves sobre trilhos somados ao desestímulo do uso do automóvel particular – aumento de taxas de circulação, diminuição de áreas de estacionamento entre outras – seriam muito mais eficazes.
E só pra finalizar, lembrar que o excesso de veículos também são responsáveis por 1) aumento de enchentes, devido a impermeabilização da superfície pela melhoria da manta asfáltica; 2) Ilhas de calor dentro das cidades e problemas respiratórios, pela emissão gases de efeito estufa altamente nocivos aos seres vivos; 3) Aumento de stress, pela poluição sonora; 4) Isolamento social e degradação das vias; 5) Diminuição do espaço público (calçadas, praças e etc.) para criação de estacionamentos de propriedades privadas, que não pagam o suficiente pra isso.
Esses são alguns dos pontos que podem ser citados, a discussão é longa, as iniciativas pra mudar isso ainda são tímidas, mas vamos que vamos.
Filipe, sugiro um esforço apenas no dia 22, é só uma experiência, se todo mundo colaborar podemos ver o que acontece.
Só para dar mais um exemplo da questão do fluxo, sem photoshop…hehehehe…veja esse vídeo.
Esse é um bom exemplo, por que fica aqui do lado em Bogotá, cidade de 3º mundo assim como a nossa, já que muitas vezes as soluções dadas nas Oropa são refutadas com a alegação de que exemplo de país de 1º mundo não serve. A não ser quando adotamos os modelos estadunidenses de transporte. Fala sério né?
Acho pertinente a questão do isolamento social provocado pelo uso excessivo dos carros. Quase sempre que estou a pé ou de busão acho jeito de papear com alguém, o que é muito saudável.
Para mim é só mais um dia normal, já vou e volto do trampo todos os dias de bike, o anormal é pegar o carro para sair de casa, e eu detesto quando isso acontece, por força das circunstâncias, como seria bom se a maioria adotasse as bikes ou transporte público, menos poluição de todos os tipos.