InterACT 2009 – Minha apresentação

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Gostaria de ter falado um pouco mais. Gostaria de ter dialogado com a platéia. Gostaria que tivesse dado tempo de finalizar apropriadamente a apresentação. Mas não deu. Então aproveitarei este post para explicar um pouco a minha apresentação no InterAct 2009.

A motivação para a apresentação

A minha motivação para esta apresentação era a de deixar claro que fazer design centrado no usuário (DCU) e ter preocupação com usabilidade não são coisas que implicam em fazer sites “feios” ou “quadrados”.

A apresentação

De início, quis mostrar referências que apontam a necessidade de se trabalhar de forma equilibrada as duas vertentes que mais conhecemos quando falamos em design: a funcional/racional e a emocional. Normalmente associa-se o trabalho de DCU e o trato com usabilidade com o lado estritamente racional e funcional do design; e isso faria com que esta “vertente” se coloque de maneira diametralmente oposta à da criatividade e emoção. Só que enxergar estas coisas dessa maneira não é bacana e esta visão de que o emocional se opõe ao racional não é verdade.

A “moral” dessa história é a de que o profissional de design deve equilibrar adequadamente os dois conjuntos de fatores.

Design e emoção

Donald Norman, no excelente trabalho que fez (e vem fazendo) sobre Design Emocional mostra que além de atender quesitos relacionados à funcionalidade, eficiência, utilidade e uso, os dispositivos devem ser pensados para que despertem reações de afetividade, intimidade e afinidade nos usuários.

Em outras palavras, trabalhar usabilidade implica em atender de forma plena quatro conjuntos de quesitos: 1) capacidade de ser usado com sucesso; 2) facilidade de ser usado; 3) capacidade de o usuário aprender a usar o dispositivo de forma simples e rápida; 4) Provocar satisfação ao usuário.

Quem enxerga design como um processo puramente racional ou puramente emocional deixa de lado importantes elementos que não devem ser esquecidos; normalmente falham em função disso.

Os exemplos

Todos os exemplos apresentados referem ao uso racional de tendências visuais sem que sejam desconsiderados aspectos relacionados à facilidade de uso e usabilidade. Há exemplos de sites com animações muito bem contextualizadas sem que seja usado o famigerado Flash (vide este, este e este). Há exemplos de portais e sites que deixam claro a que vieram e o que pode ali ser feito sem deixar de lado aspectos relacionados à equilibrio e estética (vide este e este). Há exemplos de aplicativos usados pelo browser que são bonitos e eficientes com elegância (este e este) e há um mau exemplo de uso de tecnologia Flash para “enriquecer” a experiência esquecendo-se de uma série de heurísticas que poderiam ajudar bastante ao verdadeiro enriquecimento da experiência do usuário.

Balanço final

Eu gostaria de ter tido tempo de falar sobre os exemplos escolhidos na hora da apresentação. O ritmo de pastelaria do ambiente não permitiu isso, e nem o diálogo que gostaria de ter tido com os presentes.

Me pareceu que o conteúdo que procurei abordar não era muito bem visto pelos responsáveis pelo ambiente onde me apresentei. Me senti chateado com brincadeiras jocosas feitas antes de me ser dada a palavra e o jeito que minha apresentação foi finalizada – abruptamente – não me agradou. Entendo perfeitamente a questão da limitação do tempo em um evento como estes. Participo deste tipo de evento como palestrante há, pelo menos, dez anos. Já organizei vários e o que ocorreu comigo me pareceu ser a manifestação de alguém que não queria estar alí ou não estava satisfeito com o que estava vendo. Faz parte.

Enfim, de qualquer forma, o balanço do evento foi muito positivo. Não pude estar presente desde o início em função de minhas aulas no doutorado. Cheguei no meio da tarde; mas gostei bastante do que vi. O Tiago e sua equipe do iMasters estão de parabéns. O evento foi muito bacana e iniciativas como esta devem ser sempre valorizadas.

Tô afinzão de ver a apresentação do Horácio sobre acessibilidade. Conversamos no corredor por intermédio do Guilherme Marques mas não pude ver ao vivo a fala dele no evento. Quero muito trocar mais figurinhas sobre o assunto.

Já estou torcendo para a chegada do próximo e ansioso para novos eventos – tanto nacionais (como o de ontem) quanto regionais (BH e Minas carecem muito disso) – onde os profissionais podem trocar idéias e mostrar o que tem sido feito (especialmente em BH; gostaria de ver mais eventos onde os profissionais daqui falam mais… conversei muito sobre isso com o Alexandre e com o Márcio; o povo da Plan B eu não vi lá, mas eles sabem desta minha vontade há tempos e sei que compartilham a coisa).

Mais uma vez, parabéns Tiago e iMasters pelo evento. E obrigado a todos que estavam presentes em minha apresentação.

Agradeço especialmente ao Eduardo Loureiro, ao Herbert Rafael e ao Vorkurs por me apresentarem grande parte dos exemplos (que seriam) comentados.

18 Responses to “InterACT 2009 – Minha apresentação”

  1. iMasters InterACT 2009: inovação com o pé no chão | Marketing Contextual Says:

    [...] Na apresentação em sequência, Caio César tentou mostrar ao público que sites com boa usabilidade e com foco no usuário não precisam ser feios. Infelizmente, não houve tempo para terminar a apresentação e, quando ia começar a dar exemplos, Caio foi (com certa indelicadeza) interrompido por ter estourado seus 30 minutos de apresentação. O que ele não conseguiu terminar de dizer já está disponível em seu blog. [...]


  2. Thiago Peixoto Says:

    Caio, sua apresentação foi boa, mas acredito que com o tempo disponível inserir os exemplos (que não tiveram) no meio dela seia mais proveitoso.
    Outra coisa, sobre a interrupção e o interesse em relação à sua palestra, acredito que o público estava com vontade de assistí-la, mas o Luli não. Achei desnecessária a interrupção, da maneira como foi feita. Achei desnecessária.
    No mais, parábens e até o próximo evento.

    Abs,


  3. Clarice Says:

    eu ia deixar um comentário aqui, mas ficou tão grande que fiz um post… http://claricemaia.blogspot.com/2009/05/o-design-centrado-no-usuario-das.html
    []s,
    clarice


  4. [caiocesar] Says:

    Oi Clarice!

    Obrigado pelo feedback. Bacanas as referências ao passado distante :-D

    Realmente é fogo o que você falou. Mas vou tratar disso mais adiante. Em primeiro lugar, o que me deixou meio chateado não foi a questão da platéia; isso eu já estou acostumado. É um tema um pouco mais hermético mesmo… Com isso eu já estou acostumado e, como disse, abordarei mais adiante.

    O que me chateou foi o jeito que fui tratado pelo responsável pelo ambiente. Aquilo me chateou como eu tenho certeza que chateou a palestrante do Sebrae que se apresentou logo após a minha fala e que teve um diálogo interrompido com uma garota da platéia pelas palmas puxadas pelo responsável pelo ambiente. Ele foi muito rude e mal-educado. Isso me chateou profundamente e evitou que a minha apresentação – embora não fosse um showzinho de palestrante vestido de lixeiro – fosse conduzida de maneira apropriada. Ele é um profissional das antigas e tem mais experiência do que eu. Entretanto, isso não foi o suficiente para que ele soubesse conduzir o ambiente. Como disse, dou palestras há dez anos e jamais fui tratado assim; mesmo quando o evento tinha que acabar ao meio dia e era 13:15 e eu ainda estava falando. Há algo de respeito que foi esquecido ali.

    Como disse, não creio que o problema tenha sido com a platéia. Acho que a questão foi outra.

    Mas, com relação à abordagem do tema, novamente agradeço o seu feedback. No que diz respeito ao aspecto visual da apresentação e o formato dela, acho que há melhorias a fazer; mas quando construo estes documentos penso que depois eles serão compartilhados, repassados e lidos por quem acessa meu site para ver o que já falei e acho que é um baita desperdício de espaço no meu servidor e de download dos usuários baixar uma apresentação com 50 slides de fotos com uma frase em cada um. Por isso me empenho em colocar ali um resumo do que foi falado; não para eu ler na hora, mas sim para as pessoas lerem depois…
    De qualquer forma, viver é um eterno aprendizado, né? E obrigado pelo seu texto. Como você disse, minha apresentação causou em você esta inquietação que foi bem bacana e a sua fala deu mais força às de outras pessoas que me falam coisas semelhantes.

    Então foi tudo bacana; exceto o tratamento que recebi do responsável pelo ambiente.

    Valeu! :-)


  5. Jorge Says:

    Isso rolou antes no mesmo evento ano passado. O luli tambem mandou encerrar de maneira grosseira uma apresentacao do Jean e do Neto. desrespeito ao palestrante e ao publico.


  6. Thiago Peixoto Says:

    Caio,

    Outra coisa que me ocorreu, conversando com outros ex-alunos seus. O que o Luli fez, se assemelha com o que vc as vezes faz com seus alunos.

    Uma coisa não justifica a outra, nem tiro seu mérito de ser um bom professor, porém é bom pensar como seus alunos se sentem as vezes.

    Abs.


  7. Rafael Cabral Says:

    Oi Caio,

    Fui aluno da tia Carmem na PUC e fiquei doido para ir lá ver sua palestra. Fiquei feliz de saber que tinha alguém daqui de BH, que eu conhecia, que de certa forma eu convivi e tava falando ali no palco do lado.

    Mas sinceramente, não queria ter ficado até o final, fiquei por respeito ao seu trabalho. O tema é bacana e relevante, o conteúdo é rico, mas tenho que concordar com a Clarice. Faltou você fazer o básico do que estava falando. Faltou usabilidade com o seu público presente e olha que eu não tenho esse perfil tão jovem que ela descreveu não.

    Por fim, nosso querido showman, Luli, foi muito infeliz ao interromper a sua palestra, ele realmente foi grosso. Mas eu já ví você fazendo grosserias na PUC e foi até bom, com elas seus alunos aprederam demais.

    no mais, boa sorte aí, sucesso e um grande abraço!


  8. Fernanda Says:

    Ô tadinhos dos alunos.. toca um violino aê. Morro de dó.
    .
    Sem noção a falta de respeito do luli-vovô-garoto. E ainda é phd em auto-ajuda.
    .
    Me ajuda aê.


  9. Henry Says:

    A interrupção do Luli se justifica pelo seguinte: ali já era quase o fim do evento, o pessoal (organizadores e público) já tava na reserva da bateria e — detalhe — o Luli ia fazer a palestra final naquele mesmo espaço.

    Prolongar a sua (ou qualquer outra) apresentação poderia ser fatal para a última palestra, que iniciaria com muito atraso e com a tradicional debabandada. Isso é do jogo e ele fez bem em cumprir a regra. Acho que é melhor levar na esportiva as circunstâncias da sua apresentação e o bico-de-sinuca do mediador.

    A propósito, pela manhã o Rafael Vasconcelos fez uma bela apresentação questionando o propósito da publicidade e, antes de subir ao palco, o Luli disse em tom de brincadeira: “daqui a 30 minutos ele sai daí nem que seja debaixo de porrada”. Enfim, era esse o clima daquele espaço.


  10. [caiocesar] Says:

    Pessoal, obrigado pelo feedback.
    Pode parecer que o post é uma reclamação vazia, mas não se trata disso. E nem de apenas uma queixa de alguém que não gostou do jeito que foi tratado. É uma questão de respeito. Ali faltou respeito e educação. O fato de o responsável pelo ambiente estar trabalhando desde as 9hs não justifica, pois eu também estava trabalhando desde as 8hs e nem por isso destratei ninguém. É simplesmente algo que não se faz; não se deve fazer e é uma pena que as pessoas sempre busquem justificativas para este tipo de atitude.

    Com relação ao fato de isso ser feito por mim, gostaria que me fossem apontadas as ocasiões; uma vez que não me recordo de algum evento onde eu tenha procedido da mesma forma.


  11. Marcelo Sander Says:

    Aposto que o “almoço com as estrelas” transcorreu normalmente, a seu tempo…Infelizmente as palestras finais acabaram um pouco sacrificadas pelo atraso das palestras iniciais.
    Dica para a próxima: Já que o bicho-grilo-auto-ajuda-hightec tem que encerrar o evento, seja um dos primeiros. É o jeito!
    Fiz um resumão do InterAct 2009 no blog. Depois passa lá!


  12. Luli Radfahrer Says:

    Sinto muito pelo ocorrido.

    Mas a regra era clara: 30 minutos e nem um minuto a mais. O Alexandre Bessa também teve sua apresentação truncada e não se incomodou. O Calegaretti ganhou cinco minutos a mais e usou quatro deles. Ninguém ali era mais importante que o evento nem tinha o direito de falar mais do que o combinado.

    Minha apresentação durou exatos 28′17″ e se tivesse de ser cortada, seria. É uma gigantesca falta de respeito – com o evento, com a organização, com a platéia – acreditar que se pode falar o quanto se quer. Não pode. Pronto. A qualidade da palestra ou do orador não estão em questão. A palestra poderia ser divina e seria cortada do mesmo jeito. Poderia ser massacrante e teria os mesmos 30′ estipulados. No TED são 18 minutos. No Oscar, um minuto.

    Se cada um se vê no direito de falar mais do que os outros, das duas uma: é porque se considera superior ao resto ou porque não tem respeito algum pela organização. Nenhuma das duas atitudes seria aceita. Se minha palestra fosse maçante e eu estivesse de terno, a palestra do Caio encerraria na mesma hora e do mesmo jeito. A da Viviane também – e ela, como o Bessa, não pareceu ficar com o ego/orgulho ferido. Profissionalismo? Talvez. De qualquer forma está fora da minha alçada.

    No Reino Unido, as reservas em restaurantes têm horário de entrada e de saída. Quando este chega, a conta é apresentada sem solicitação. Todo mundo é atendido e não há filas na porta.

    Enfim, podem me insultar das bobagens que quiserem – de rude a PhD em auto-ajuda – e falarem o que quiserem de minha roupa ou palestra, pouco me importa. O evento não era para mim ou para o Raphael ou para o Tiago, mas para a platéia. Eu estava lá voluntariamente, trabalhando em função de uma idéia maior, uma causa maior. Se o pé não cabe no sapato, o pé ou o sapato não servem.

    Não se pode ganhar sempre, mas isso não é motivo para se ficar de mimimi.

    Minha participação neste blog se encerra aqui. Acredito que se este fosse um blog de um aluno chateado por uma interrupção rude do Caio ele provavelmente faria o mesmo.

    Luli.


  13. [caiocesar] Says:

    Luli, tudo o que você falou após a primeira frase que escreveu vai contra a idéia ali contida.

    Você sabe, eu sei e todo mundo sabe que existem maneiras e maneiras de alertar alguém que o tempo estourou. Em tempo: devo completar que em virtude da sua interjeição eu nem cheguei a estourar o tempo que me foi dado.

    Do jeito que a coisa foi conduzida a impressão que eu tive com relação à sua atitude foi aquela relatada: de alguém que estava com uma baita má vontade. Podia ser comigo ou com a situação como um todo, já que o comportamento não foi exclusivamente direcionado a mim.

    O fato de eu reportar o ocorrido e outros que receberam o mesmo tipo de tratamento não terem procedido da mesma maneira não implica em dizer que eles são profissionais e eu não, como você quis implicar na argumentação em defesa (ou justificativa) de sua atitude, nem mesmo implica que o que você fez é correto ou normal; implica que eu não deixei uma coisa dessas passar batido e eles deixaram. Não acho que é assim que a coisa deve ser conduzida.

    Não é só você que conhece os procedimentos de apresentações fora do Brasil. Eu também tenho esta experiência pois como você trabalho com pesquisa e docência e já me vi nessas situações em repetidas vezes. Em todas as ocasiões em que eu ou qualquer outra pessoa ultrapassa o tempo destinado tanto no Brasil quanto fora daqui a coisa é conduzida com educação e respeito.

    Não foi o caso do ocorrido no último sábado.

    Embora você não concorde com o que eu falei, é legal, pelo menos, que você saiba que este jeito com o qual você trata (ou tratou naquela ocasião específica) as pessoas não é aceito como comportamento normal por todo mundo.

    Todos erram, e é errando que se aprende. Eu erro bastante e procuro aprender sempre com meus erros para não repeti-los.

    Procure entender que não é o fato de falar que um palestrante vai estourar o tempo é que é a atitude errada, mas sim o jeito de falar.

    De qualquer forma, fico feliz que você tenha lido o que escrevi e respondido. E que mantenhamos o diálogo.


  14. Berenís Says:

    É uma gigantesca falta de respeito – com o evento, com a organização, com a platéia – acreditar que se pode falar da forma que quiser com quem está ali para se apresentar. Não pode. Pronto.


  15. Luli Radfahrer Says:

    Valeu, moçada. Vocês têm razão.

    Peço desculpas a quem ofendi e espero que vocês aproveitem bastante as aulas do Caio, porque graças a ele vocês não verão evento organizado por mim tão cedo.

    Luli.


  16. Leo Cabral Says:

    Estou gostando da história até agora. Todo evento tem problemas com dois lados. Sempre certos em seus pontos de vista. Mas quem sofre no fim das contas é o público.

    Deixando de lado o bafafá e falando tecnicamente da apresentação, pelo que vi nos slides (12) não é o tipo de apresentação que eu veria num Intercon, por exemplo.

    Seria até aceita, mas eu não ficaria pra assistir apesar de gostar muito do tema. 12 slides em 30 minutos é muita informação condensada que poderia se tornar narração visual, metáfora e outras coisas do tipo. 12 slides em 30 minutos não funciona como pontuação do discurso. Talvez eu não seja compreendido, não ficaria surpreso com isso.

    Há slides focados para um público de um evento como o citado, há slides monolíticos, “bullet based” e massivamente textuais com foco em audiências acadêmicas, mais silenciosas (tirando alguns bocejos e tossidas entre o zumbido do condicionador de ar) e algumas vezes damos a sorte de ver “apresentações show” onde o palestrante pega um tema e o adapta para a audiência; e você sai surpreso porque o que foi dito você já sabia, mas não daquele jeito. Acho que independente do tema esse último fala mais de usabilidade explicita ou intrínsecamente do que a outras.

    Abraço.


  17. Ronaldo Marchesi Says:

    Obrigado Luli, por ter acabado com a palestra. Estava um saco, e você fez o que muita gente queria ter feito ali na hora. Palestrante tem de ter bom senso e auto-crítica ao palestrar. Te falta isso, Caio.


  18. Carlos Magno Says:

    É incrível! Demoram 100 anos pra vir um evento que preste pra BH, e os próprios mineiros querem acabar com tudo…ô povinho! ô roça! e, infelizmente, to no meio! vergonha.


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