E então deus fez a internet…

É latente que os comunicadores aprendam e estudem de maneira apropriada a origem da internet e o seu desenvolvimento nas escolas específicas de formação acadêmica e profissional.

Mesmo que não venham a trabalhar com tecnologia ou que não tenham atuação profissional diretamente ligada à rede de redes (o que acho pouco provável) é importante este tipo de contextualização que, via de regra, passa batida nas aulas de introdução à comunicação.

O motivo da importância deste tipo de conceito e histórico é o mesmo que justifica o estudo do histórico e do desenvolvimento das mídias de massa (rádio, tv, impressos).

Entretanto, o que normalmente ocorre é que quando o conteúdo dos livros-base para este tipo de contextualização se esgota, não abordando – obviamente – a rede de redes, as ementas não complementam a formação dos alunos com uma contextualização sobre o o histórico e o desenvolvimento deste novo espaço de comunicação. É uma pena ver que as disciplinas de introdução dão conta de maneira excelente do desenvolvimento da tv, do rádio e do jornal e tratam a internet como que se tivesse sido criada com um passe de mágica e se desenvolvido da noite pro dia.

Se os comunicadores conhecerem de forma mais completa o histórico da rede, a chance de que este espaço seja melhor compreendido é maior.

Nem precisa dizer que todos têm a ganhar.

E você, o que acha disso?

Certificação TOEIC de grátis, cortesia da PBH

Acabo de receber esta mensagem do Fabiano Cancela (FayerWayer BR e ReadWriteWeb BR) e acho que vale muito a pena compartilhar com a maior quantidade de pessoas possível.

Momento utilidade pública:

A prefeitura de Belzonte vai fazer esse ano, como preparativo pra Copa e Olimpíadas que vem aí, um levantamento de como a população beagaense anda com o inglês.
O que acontece é que a prefeitura vai bancar o teste TOEIC / TOEIC Bridge para qualquer um que quiser fazer, como forma de medição do patrimonio linguistico da cidade.
Ou seja, para determinar como estão nossas condições para receber turistas e investidores estrangeiros.

Quem quiser fazer o teste e for aprovado receberá o certificado TOEIC por conta da prefeitura, pra enfeitar o curriculo. Essas provas costumam ser meio caras, então é uma boa fazer isso agora.
Encarem isso como uma forma de receber de volta um pouquinho da grana que vc gasta em impostos na cidade.
Para fazer o teste basta morar ou trabalhar em BH e ter mais de 16 anos.

Aos interessados, mais informações e o link para se inscrever estão aqui:
http://www.fundeg.org/masterpage/index.php?option=com_content&view=article&id=62&Itemid=54&lang=br

Bacana, né?

Especializar-se ou estudar inglês?

Hoje recebi uma mensagem muito bacana de um ex-aluno que se formou já há algum tempo e que estava na dúvida se cursava uma especialização na área em que trabalha (logística) ou se buscava capacitação em inglês.

Como imagino que esta seja a dúvida de muita gente, resolvi compartilhar aqui no blog o que respondi a ele:

Se eu estivesse em sua situação, colocaria as seguintes coisas na balança:

  1. Há quanto tempo eu me formei?
    (quanto mais tempo de formado, maior a necessidade de uma volta à escola para reciclagem)
  2. Estou trabalhando numa área que domino?
    (se sim, a necessidade de me especializar formalmente na área que domino será restrita ao título)
  3. Qual é a minha estabilidade em meu emprego?
    (maior estabilidade indica que posso buscar algo que expanda meus conhecimentos numa esfera mais ampla de minha carreira. Não necessariamente algo que vá me especializar em um assunto específico ou único; partindo, claro, do pressuposto de que eu estou trabalhando em algo que já domino)
  4. O que fará a maior diferença em minha carreira?
    (caso o setor em que você atua valorize mais a titulação de especialista, temos que considerar esta como a primeira opção. se o setor prioriza uma formação mais completa e demanda conhecimentos culturais que vão além do diploma de especialista, a escolha é outra)
  5. Esta especialização vai me demandar muito de leitura e material didático em inglês?
    (áreas ligadas a tecnologia têm esta peculiaridade; dessa forma, o inglês é um pré-requisito para uma boa especialização)

Então…  Colocando os itens na balança, você deve ter uma boa noção do que fazer. Lembre-se: faça algo quando estiver pronto para fazer bem feito. Compromisso, vontade de aprender e dedicação serão fundamentais tanto numa especialização quanto num curso de inglês. Do contrário, você estará jogando tempo e dinheiro na lata do lixo.

Pessoalmente, recomendo a todos que estudem inglês antes de se especializarem. Acredito muito (por causa da minha área de atuação)
que você se capacita melhor na sua área quando expande seus limites de conhecimento. O idioma estrangeiro é excelente para expandir estes limites.

Enfim… não é uma escolha fácil. Mas colocando estes elementos numa balança, creio que a coisa fique menos complexa de decidir.

Boa sorte e sucesso em sua escolha!

Como disse antes, espero que esta mensagem ajude a quem quer que esteja com o mesmo “dilema” a fazer uma boa escolha.

PS: Em 2007 escrevi algumas linhas para ajudar os interessados em cursar uma especialização.

É nisso que dá…

Hoje estava lendo o caderno de classificados do jornal Hoje em Dia (que às sextas tem duas páginas dedicadas ao universo da publicidade e propaganda) e topei com um texto que o Mário D’Alcântara replicou em seu espaço (ele tem uma coluna lá) no jornal.

O texto é de autoria do Fabiano Goldoni, da CuboCC, e é recheado de boas intenções. Foi publicado no blog Perestroika (que eu não conhecia) em 2008 e replicado no jornal de hoje. Acontece que as boas intenções vêm cercadas de erros bobos de conceito.

O mais gritante e que mais me supreendeu foi o de ele falar que Product Placement é um nome novo para merchandising. Este é um erro bobo que todo leigo em comunicação comete. Me surpeendeu pois pareceu que o D’Alcântara (que é um cara que deve ter mais tempo de vivência de mercado do que eu tenho de vida) não leu o texto; de tão besta que é o erro.

Ora, qualquer um que assistiu (e prestou atenção) em ao menos uma aula sobre o assunto sabe que merchandising é o nome que resolveram dar no Brasil à técnica chamada Product Placement, iniciada nos anos 1950 nos Estados Unidos.

Me espanta alguém que comete este tipo de erro ter cargo importante e lidar com grandes somas de dinheiro (dos outros) em ações de comunicação.

Devo deixar claro que nada tenho contra as pessoas envolvidas. Meu respeito é grande por quem dá a cara a tapa e mostra a que veio. Mas não posso me furtar o dever de evidenciar o que não está certo (até mesmo porque eu gostaria que fizessem o mesmo quando erro – e não é pouco) e pode levar muita gente a pensar errado apenas para seguir o que leu num blog (ou num jornal). As coisas não são por aí e esta é uma questão séria. Mostra pra gente muita coisa sobre comunicação (on e offline) e até educação (de acordo com meu viés particular evidenciado a seguir).

Tal equívoco (para ficarmos apenas em um) demonstra que o ditado “em terra de cego, quem tem um olho é rei” se faz valer de um jeito que espanta – mas não surpreende – no mundinho da comunicação online. Ademais, mostra que blogs são apenas blogs e que é um erro acharmos que os reduz, mas não devemos enaltecê-los por isso. Evidencia que a reflexão anda ausente num momento em que um bom vídeo com uma trilha bacana vende melhor um conceito do que pedir para que as pessoas exercitem suas mentes. Isso expande a questão da comunicação para promoção e vendas e vai a um ponto (direciondo pelo meu interesse) adiante: o de que tem muita gente achando que ler blogs é o suficiente para aprender algo.

Excelente! Festival de Software Livre em BH

Acabo de ver no Blog do Duda Nogueira que dia 26 de setembro (sábado) tem evento bacanão pra ir! Festival de Software Livre de Belo Horizonte:

Se você quer saber como seria sua vida sem usar software pirata ou quer apenas ver se é verdade esse lance de que usar Linux é muito mais fácil e divertido do que usar qualquer outro sistema operacional (já adianto a resposta: é verdade), dá uma passada lá!

Richard Barbrook no IEC / PUC Minas

A professora Simone Nogueira, que assume a co-coordenação do Curso de Pós-Graduação em Design de Interação no IEC / PUC Minas com este que vos escreve acaba de me confirmar a palestra “Futuros Imaginários” com Richard Barbrook. O evento é uma realização do curso de Design de Interação e da PUC Minas Virtual.

A palestra – que será aberta e gratuita – acontecerá na próxima quarta-feira, dia 29/04 às 09:00 (aka: nove horas da manhã) no auditório do IEC (mapa).

Barbrook está no Brasil lançando a versão traduzida para o português do livro “Imaginary Futures” (“Futuros imaginários: das máquinas pensantes à aldeia global”), publicado pela Editora Peirópolis. Ele foi coordenador do Centro de Pesquisa em Hipermídia e do Mestrado em Hipermídia da University of Westminster e atualmente é professor senior de Política nessa mesma universidade.

Se eu fosse você, iria. O evento é altamente recomendado para quem tem interesse e/ou trabalha com produção de mídias digitais e interativas.

Ah, o futebol…

Quem me conhece sabe que a minha opinião sobre o esporte é de que ele permanece sendo como uma das fontes mais profícuas de imbecilidade por parte da humanidade. Ontem tivemos mais um exemplo disso em BH.

Hoje, nos jornais da hora do almoço na TV não muito foi falado sobre o assunto. Nos programas esportivos, menos ainda.

Proponho aos responsáveis por este tipo de programa que , se tiverem culhões, que suspendam a cobertura de um jogo desses quando uma morte acontece e passem uma programação educativa em seu lugar. Quem sabe assim as TVs esboçam o papel social que o Estado lhes concede?

Design de Interação – Ultimos dias para inscrições

As inscrições para o curso de Design de Interação e mais de 130 outros cursos do IEC encerram no dia 13 de fevereiro. Você já garantiu a sua vaga?

Eu quero o meu AGORA

Kindle 2Hoje está estampada na capa da Amazon a chamada para o lançamento do Kindle 2.

Eu quero muito ter um, mesmo. De verdade.

Não porque ele é fininho, tem bateria com maior durabilidade que a versão anterior ou porque a capacidade de armazenamento está bem maior.

Nada disso.

Eu quero um porque com ele eu posso ter acesso quase imediato a uma série de publicações para leitura que eu teria (ainda tenho) que esperar por quase um mês para chegar numa encomenda normal.

Quem faz pesquisa acadêmica sabe o quanto ter acesso a um livro rapidamente faz diferença. Ou ainda, o quanto não é legal você poder abrir um PDF de um artigo de periódico científico em qualquer lugar sem precisar levar um laptop ou fazer malabarismos visuais para ler no Palm ou no Smartphone.

Vou sonhando; mas está nos meus planos imediatos a aquisição de um brinquedo desses.

Apresentação do curso Design de Interação

Na próxima terça, dia 03 de fevereiro às 19hs, farei uma apresentação do curso de pós-graduação em Design de Interação para os interessados em cursar o programa na terceira turma. Trata-se de uma boa oportunidade para aquelas pessoas que estão interessadas mas ainda não conhecem bem o programa, as disciplinas e os professores sanarem suas dúvidas sobre o curso. A apresentação será no IEC, na Praça da Liberdade – BH.

Caso tenha interesse, faça sua inscrição – gratuita – para a apresentação aqui.

Aproveite, a apresentação é uma boa maneira de você conhecer o programa antes de decidir por fazer sua matrícula. A propósito, as matrículas podem ser feitas até o dia 13 de fevereiro.