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Estude Design de Interação sem sair de casa

A PUC Minas Virtual está oferecendo um curso a distância (EaD) de atualização em Design de Interação.

Com 120h de duração, o curso visa apresentar os conceitos fundamentais do Design de Interação. Veja:

O CURSO

Trata-se de um curso de apresentação e consolidação de conceitos básicos referentes ao Design de Interação e que propõe, após esta contextualização teórica básica, a aplicação prática destes conceitos no desenvolvimento de projetos interativos.

OBJETIVOS

Apresentar conceitos básicos de Design de Interação, de Usabilidade e de Design Centrado no Usuário. Proporcionar aos alunos uma visão do processo de desenvolvimento de produtos interativos, onde deve ser levado em conta o usuário, o objeto (sistema ou produto) a ser desenvolvido e o ambiente onde ocorrerá a interação. Estes aspectos devem ser levados em consideração de forma a complementar a noção acerca dos objetivos do desenvolvimento do produto em si.

A QUEM SE DESTINA

Profissionais que tenham contato e/ou experiência com o desenvolvimento de produtos interativos (multimídia ou web) e desejam atualizar-se de maneira rápida e fundamentada nos conceitos de Design de Interação, levando-se em conta o usuário e os aspectos de usabilidade. Graduados nos cursos de ciência da computação, sistemas de informação, desenvolvimento e engenharia de sistemas, comunicadores, publicitários e designers.

CONTEÚDO DO CURSO

  • Fundamentos de Design de Interação;
  • Design Centrado no Usuário;
  • Usabilidade;
  • Projeto Interativo

CARGA HORÁRIA

120 horas

METODOLOGIA

O curso será desenvolvido pela Internet e os alunos contarão com o apoio dos professores e de tutores. A concepção de ensino-aprendizagem adotada respalda-se na interação entre os participantes do curso (aluno-professor, aluno-aluno, tutor-aluno). Essa interação pode ser sincrônica, por meio de chats, ou assincrônica, no ambiente virtual específico do curso. O material didático inclui CD-ROM, textos básicos e Manual do Aluno, guia que contém orientações para a navegação no sistema. Durante o desenvolvimento do curso, os alunos deverão fazer as leituras indicadas e realizar as tarefas propostas, dentro de prazos previamente estabelecidos em cronograma.

CERTIFICAÇÃO

Para receber o certificado do curso de atualização o aluno deverá completar todas as atividades propostas pelos professores conforme cronograma do curso.

BENEFÍCIOS

  • Horário flexível, respeitado o cronograma das atividades e o prazo limite estabelecido para a conclusão do curso
  • Possibilidade de realização do curso em casa ou em local de trabalho
  • Atendimento individualizado
  • Material didático básico elaborado para o curso e, em parte, incluído no valor total do investimento.
  • Suporte tecnológico durante todo o período de realização do curso

REQUISITOS TECNOLÓGICOS

O aluno deve possuir ou ter acesso a computador com a seguinte configuração mínima: Processador Pentium III – 500 MHz (recomenda-se Pentium 4 – 2 GHz), 256 MB de memória RAM (recomenda-se 384 MB);

  • Drive de CD-ROM 8X;
  • Placa de vídeo configurada para 800 x 600 pixels e 256 cores (recomenda-se 1024 x 768 pixels e 65.536 cores/16 bits);
  • Placa de som com caixas acústicas (ou fones de ouvido) e microfone;
  • Windows 2000 (SP4) ou XP (SP2);
  • Microsoft Internet Explorer (versão 6.0x ou superior);
  • Máquina Virtual Java (Java Runtime Environment ) da Sun Microsystems (versão 1.4.2 ou superior);
  • Acesso à Internet, com velocidade mínima de conexão de 56 kbps ;
  • Correio eletrônico pessoal (e-mail).

Obs.: “O portador de necessidades especiais no campo da visão deverá possuir ou ter acesso a um programa ( software ) de leitura de tela, compatível com Windows 2000 (SP4) ou Windows XP (SP2), que deverá estar instalado no computador que será utilizado para acompanhar o curso.”

REQUISITOS ACADÊMICOS

Entrega da documentação exigida na Secretaria Acadêmica da PUC Minas Virtual conforme endereço divulgado.

  • Cópia de documento de identidade de valor legal e do CPF (não precisa ser autenticado).
  • Curriculum Vitae (sucinto).
  • Cópia do boleto de pagamento da Matrícula (1ª parcela do curso)

APÓS FAZER A SUA INSCRIÇÃO PELA INTERNET, envie os documentos por correio à PUC Minas Virtual com a identificação do curso e do nome do aluno: PUC Minas Virtual A/C: Secretaria Acadêmica Rua Espírito Santo 1059, 12º andar Centro CEP: 30160-922  – Belo Horizonte, MG

SELEÇÃO

A seleção será feita com base na análise do histórico escolar, do curriculum vitae e da exposição de motivos apresentados pelo candidato.

INSCRIÇÕES ATÉ 05/09/2010

DURAÇÃO DO CURSO

Outubro/2010 a Março/2011

MESES X MENSALIDADE = VALOR TOTAL

6 x 200,00 = 1.200,00

COORDENAÇÃO ACADÊMICA

Simone Alves Nogueira

Quem estiver interessado pode obter mais informações ou fazer a inscrição por aqui.

Minha contribuição para “Os 10 Punhos Secretos do Monge Pak Mei”; palestra do Gazel

O vídeo abaixo faz parte de uma série produzida pelo grande Ronaldo Gazel para o EDTED onde ele proferiu palestra. O Gazel me pediu algumas informações por e-mail e transformou minhas colaborações enviadas em texto num vídeo bem bacana. Confira!

Usabilidade – Caio Cesar (IEC – PUC-MG) – “Os 10 Punhos Secretos do Monge Pak Mei”.

Para ver mais vídeos da série, acesse: http://vimeo.com/gazozzo

Colocando o Google Analytics para funcionar

As ferramentas de monitoramento de acesso são imprescindíveis para que o gestor de um site tenha conhecimento de como o conteúdo disponibilizado é acessado. Apesar de quase todos os provedores de hospedagem oferecerem ferramentas básicas de monitoramento, o campeão em uso parece mesmo ser o Google Analytics. Trata-se de uma ferramenta fácil de usar, eficiente e que ainda pode ser integrada a campanhas de publicidade. Por essas e outras, muitos me perguntam como se faz para colocar esta ferramenta para funcionar.

Este post tem o objetivo de funcionar como um breve guia para o processo inicial de funcionamento dessa ferramenta. Serão dez passos bem simples. Partirei do pressuposto de que você já tem uma conta no Google (uma conta no Gmail já é o suficiente e ajuda bastante).

1 ) Acesse o site do Google Analytics para iniciar o processo.

Se você já estiver logado(a) em sua conta no Google, seu login aparecerá no canto superior direito da tela. Aí então é só clicar no botão “sign up”, localizado na parte inferior da interface (clique nas imagens para ampliá-las).

2 ) Na tela seguinte, preencha os dados referentes ao endereço do site, nome da conta a ser criada para este site, o país e o fuso horário para que a contagem dos acessos seja feita de maneira apropriada. Em seguida, clique em “Continue”.

3 ) Na tela seguinte, preencha os dados com seu sobrenome, nome e escolha o seu país. Quando terminar, clique em “Continue”.

4 ) Nesta tela, leia os termos de uso, marque a opção que atesta a leitura e, em seguida, clique em “Create New Account”.

5 ) Depois de criada a conta, você será direcionado para a página de configuração do código para acompanhamento dos acessos. Na parte da esquerda da interface, você escolhe as opções referentes ao código a ser gerado. As opções são: a) um único domínio; b) um domínio com vários sub-domínios e; c) múltiplos domínios. Caso você esteja fazendo uma campanha no Adwords e que usar o Analytics para ajudar no monitoramento dos acessos, marque na caixa apropriada. Depois de escolhidas estas configurações, copie o código gerado na caixa de texto.

6 ) Você agora deve colar o código copiado em todas as páginas html do site. Caso o seu site use alguma ferramenta de blog ou gerenciador de conteúdo, você deve fazer esta alteração no arquivo de modelo (ou template) de seu site. Lembre-se sempre de colar este código logo acima do fechamento da tag head (</head>). Salve o(s) documento(s).

7 ) Transfira os arquivos alterados para o servidor utilizando um software de transferência de arquivos. Caso você esteja usando um sistema de gerenciamento de conteúdo ou uma ferramenta de blog, basta mandar atualizar o modelo (template) atualizado.

8 ) Volte ao navegador e role a página (acredito que você ainda estará com a página do passo 5 aberta) para clicar em “Save and Finish”. Você será levado a uma página de gerenciamento de contas com sua recentemente criada conta sendo exibida. Clique, como indicado na imagem, no link referente a edição desta conta.

9 ) Você agora será direcionado a página de edição das configurações da conta. Como o Analytics ainda não sabe que você colocou o código nos arquivos HTML, é preciso avisá-lo. Clique no link “Check Status”, conforme indicado na imagem abaixo.

10 ) Assim que o processo de verificação de inserção do código for feito (isso demora alguns segundos) você será direcionado a página de confirmação.

Pronto! o processo foi finalizado. Agora é só esperar até o próximo dia para começar a acessar os seus relatórios de acessos. Para acessar estes relatórios, é só visitar o site do Google Analytics.

Como funciona a internet?

Excelente e providencial para a primeira aula que acontece esta semana para minhas turmas de graduação.
Online Schools
Via: Online Schools

Abandonando a mediocridade. Ep. 03 – Atendimento e GP

Então você se encaixa numa categoria que quase se gaba poor não ter que dominar código, saber fazer layouts e ainda assim quer trabalhar no crescente e promissor mercado de comunicação e tecnologia. Good for you! Lembre-se, no entanto, que, embora bastante comum em empresas de comunicação offline, um atendimento em empresas de tecnologia e comunicação não tem o direito de ser acéfalo

Saiba que é muito fácil você acabar sendo demitido(a) ou nunca contratado(a) se achar que dá para permanecer sem saber como as coisas funcionam ou o que é possível fazer ou não em um projeto de comunicação e tecnologia. Claro que tem gente que vai achar que é muito mais fácil desempenhar este papel (o de atendimento) num mundo onde as tecnologias mudam com uma rapidez absurda e que os profissionais responsáveis pela execução dos projetos ralam como loucos. Entretanto, a verdade não é bem essa.

Um primeiro motivo para esta não ser uma verdade é que existem empresas que insistem em misturar o atendimento com o gestor de projetos (GP) e isso acaba por tornar a vida deste profissional um caos. Entendo que é muito complicado manter uma estrutura grande em vários casos, mas quando não é possível ter dois profissionais distintos para estas funções, deve existir uma contra-partida salarial e de carga de clientes. Então, a primeira coisa a fazer é saber dimensionar a capacidade de gerenciamento de contas que um profissional deve desempenhar na empresa. Esta quantidade não deve ser muito grande pois isso facilmente gerará decepção por parte dos clientes e isso nada é bom para os negócios.  Outra coisa importante que empresas costumam negligenciar é que este profissional – por ser muito exigido e desempenhar papel importante nos projetos – deve ser remunerado de forma adequada. Se a empresa quiser pagar pouco, terá sempre que se contentar com acéfalos. Aí, não há do que reclamar. Cada um cava sua cova.

Tratadas as questões estrutural e de condições de trabalho (que são de responsabilidade das empresas), vamos ao que é demandado deste profissional. Como já disse, muita gente acha que este é o trabalho mais “mamata” da empresa, mas não é por aí. Este profissional deve ter um bom conhecimento de tudo o que é possível ser feito, de todas as tecnologias e possibilidades de atuação existentes e ser um excelente comunicador e intermediador de relações. De nada vale um atendimento que funciona apenas como um leva-e-traz de demandas por parte do cliente e de respostas por parte da empresa. Este profissional deve ser capaz de – quando no cliente – saber responder o que a empresa dá conta de fazer, ter boa noção de prazos e capacidades e também ser capaz de frear as viagens do cliente, passando a ele um panorama real de tudo o que será feito. Do lado da empresa, ele deve ser capaz de representar o cliente ali, junto aos profissionais de planejamento e de produção. Ele deve conhecer o cliente muito bem para saber – antes de apresentar alguma proposta – se aquilo vai ser aprovado ou não tem chances. Sua importância é vital pois é ele quem representa a empresa junto ao cliente e também representa o cliente dentro da empresa. Viu só como este profissional é importante? Se for um acéfalo, a empresa estará dando um tiro no próprio pé!

Como se não bastassem as atribuições e características acima descritas, há empresas (e não são poucas) que ainda empilham nas costas destes profissionais a função de gerenciar projetos. Como disse, não acho que isso é legal, mas… Não sou eu quem regula o mercado. Assim sendo, vamos a algumas características imprescindíveis que um gestor de projetos deve ter. Além de ter as boas noções de prazos, capacidades, possibilidades e um bom conhecimento do orçamento e das diretrizes do projeto, este profissional deve ter uma excelente noção de tempo para bem planejar as atividades que serão desempenhadas. Ele deve ser o responsável pela montagem de um cronograma válido (Este papo de que “nenhum cronograma é respeitado” é coisa de gente ruim de serviço. Não é para me gabar, mas em meus cinco últimos trabalhos, me vi encurralado com um cronograma desumano, mas respeitei todos os prazos que me foram impostos e entreguei tudo o que me pediram nas datas combinadas. E olha que não eram trabalhos que dependiam apenas de mim…)  e de cuidar para que este cronograma seja cumprido. Ele deve saber alocar recursos e profissionais dentro da empresa e cobrar o que for necessário ser entregue pelo cliente.

Além disso tudo, este profissional tem papel fundamental no planejamento da solução. Sem que tem empresa que ainda empilha mais esta função ao profissional, mas aí é demais. Este tipo de coisas simplesmente não funciona e quem faz isso, em minha opinião, tem mais é que se dar mal mesmo. Empilhar três funções é forçar demais a barra. O ideal é que sejam três profissionais distintos (atendimento – GP e Planejamento). Empilhar duas funções (Combine o empilhamento como quiser) ainda vai. Mas três, é demais.

Donos de empresa e profissionais, lembrem-se de que a ganância é a ruína do homem. Se você quer ganhar mais e contratar menos gente, isso terá consequências. Se você quer ganhar mais e acumular funções, saiba que isso terá consequências…

Entretanto,  o profissional que gerencia os projetos deve ter um excelente trâmite tanto junto ao planejamento quanto com a direção de arte e a produção; sem mencionar o cliente.

Novamente pergunto, retoricamente: viu como este profissional não pode ser um acéfalo? Se você quer ser este profissional, saiba que ele ganha muito bem (ou pelo menos deve ganhar) e que o bônus não vem desacompanhado de ônus (normalmente é o cara que mais se estressa durante um projeto, e é o que menos pode demonstrar isso).

Para não ser um profissional medíocre, então, um resumo de qualidades a perseguir:

  1. Não seja um ignorante digital. Conheça tecnologias, possibilidades e capacidades. Entenda de conceitos novos e saiba que você sempre será demandado por parte do cliente para explicar o que deve ser feito e os motivos de tal coisa ser feita de um jeito ou de outro. Você deve ser capaz de prometer entregar algo que a sua produção consiga fazer. Saber falar a língua do cliente e também a da produção é primordial. Os pré-requisitos não são poucos.
  2. Ter um excelente jogo de cintura. Você vai ter que lidar com prazos apertados vindos do cliente e muitas vezes empurrados para a produção. Você vai ter que agradar ambos. Boa capacidade de comunicação e ser uma pessoa que se relaciona facilmente com os outros são importantes para este profissional.
  3. Saber que você deverá ter conhecimento mais do que básico de planejamento, direção de arte, produção e – claro – gestão de projetos. Este conhecimento não é técnico necessariamente, mas sim do que consistem estas atividades. Você sera muito cobrado e cobrará muito. É preciso ter conhecimento para isso.
  4. Lembre-se: você representa o cliente na empresa e a empresa no cliente. Aprenda a agir profissionalmente e de maneira completa. Conheça bem o cliente e também a empresa. Saiba gerenciar expectativas e cobranças.
  5. Por último, aprenda que ser uma pessoa organizada é algo mais do que imprescindível para desempenhar estas funções. Se você perder o fio da meada, muita coisa ruim vai acontecer com seu projeto, seu cliente e, consequentemente, com seu emprego.

Bem, espero que estas dicas ajudem você profissional e também você que tem uma empresa; afinal, não é só responsabilidade do empregado responsável por estas funções fazer as coisas andarem.

Abandonando a mediocridade. Ep. 02 – Design de Interfaces

Dando sequencia às reflexões sobre o apagão da mão-de-obra qualificada – especialmente no mercado de comunicação e tecnologia – aventuro-me neste post a falar sobre o design de interfaces.

É incrível perceber, gostaria de ressaltar antes de começar o post em si – como é comum vermos hoje em dia (em pleno ano de 2010) que tem gente que chama o designer de interfaces de webdesigner… Questãozinha que me dá até preguiça… Mas é legal deixar claro que não se trata da mesma coisa. O que se chamava no passado de webdesigner não existe mais hoje; era aquele profissional que, sozinho, dava conta de toda a produção de um site. Hoje, feitas as devidas adaptações, o webdesigner estaria mais para um gestor de projetos do que para um cara que desenha interfaces em si. Este cara, o que desenha as interfaces, e o seu trabalho são os pontos centrais de minha reflexão de hoje.

Falando sobre este trabalho, então, não é difícil percebermos que tem muita gente querendo trabalhar com isso. Entretanto, novamente temos aqueles grandes agrupamentos de categorias (ou capacidade / qualidade) dos profissionais…

  • Uma minoria ínfima tem talento e é capaz de propor algo novo e bacana.
  • Um grande contingente simplesmente replica o que vê e tem certo domínio da ferramenta para execução e, com isso, mantém-se no mercado sem muito destaque.
  • Um contingente ainda maior que o anterior é de gente ruim de serviço.

Como todo mundo quer sempre subir um degrau nesta escala de qualidade profissional, espero aqui ajudar com algumas dicas. De quebra, imagino que ajudarei algumas pessoas a abandonarem o estado de mediocridade profissional e garantir seu lugar ao sol. Obviamente seria um delírio achar que todo mundo deveria (ou conseguiria) se encaixar no estágio avançado de propor coisas novas e se dar bem com isso. Entretanto, é legal sabermos que às vezes a gente vai se encontrar quase lá. E comportar-se de acordo com isso é importante; especialmente para não levarmos grandes rasteiras da vida.

  1. Entenda que ser um bom designer de interfaces é algo que vai além do domínio de uma ferramenta ou outra. Você deve compreender o que é design, ter boas noções de composição, equilíbrio e de cores. A ferramenta em si é, como já disse, secundária. Saber o que deve ser feito é infinitas vezes mais importante do que saber o que cada botão faz num software. Cuidado para não entender errado… Não quero dizer que você não deve dominar as ferramentas, mas sim que apenas dominá-las não faz de você um bom designer de interfaces. Para entender isso, há algumas boas fontes, on e offline. Os livros do Modesto Farina, o do João Gomes Filho e também o do Felipe Memória podem ajudar bastante nisso. O do Felipe, inclusive, deve ser lido por quem quer trabalhar com planejamento e com experiência também. Mas disso falaremos num momento mais adiante. Dentre as referências online, a Communication Arts é uma excelente pedida. Confesso que tenho um pouco de preguiça daqueles sites que reúnem uma listagem de sites bonitos. Isso porque geralmente não se vê muita criação, mas sim replicação…
  2. Colecione boas referências. Navegue bastante, leia bastante, assista bastante, preste atenção e tudo o que você vê nas ruas e fora delas. O tempo todo. Tudo pode ser uma boa referência. Mas a coisa não para por aqui. Você deve aprender a tratar as referências como referências. Policie-se para não sair por aí replicando as coisas que vê. Este é um grande desafio.
  3. Compreenda que desenvolver interfaces demanda conhecimento daquilo que você vai fazer, mas também conhecimento do público que vai usar aquilo que você vai fazer e – obviamente – das inclinações estratégicas da entidade para a qual você vai fazer aquela interface. Procure, então, conhecer o usuário, suas características, costumes e demandas, bem como aquilo que os concorrentes da entidade que lhe contratou para desenvolver aquela interface fazem e quais são os objetivos desta entidade tanto no que se refere a esta interface em si quanto no que se refere as estratégias mais abrangentes da entidade.
  4. Tenha em mente que desenvolver interfaces é uma etapa num processo maior, que acontece depois que ensaios visuais foram feitos e que pesquisas foram conduzidas e antes que as soluções sejam efetivamente construídas. Levem em consideração, então, que você deve saber trabalhar em grupo, se envolver em etapas anteriores e envolver produtores e programadores que colocarão as mãos na massa em etapas posteriores. E que fique bem claro que todos estão trabalhando para atingir um objetivo comum. Este tipo de envolvimento é bacana pois reduz riscos de retrabalho, garante o alinhamento do projeto e minimiza as chances de algo dar errado. Se você é um bom profissional e se vê em uma empresa que não pratica estas boas práticas, tentar implementá-las é uma excelente demonstração de sua capacidade e potencial. Se você não é um bom profissional, nem perceberá que é uma falha quando isso não acontece. E se você é um profissional medíocre, vai reclamar quando alguém da produção ou do planejamento der algum pitaco que macule a sua obra de arte. Pense nisso.
  5. Desenvolva suas capacidades no uso das ferramentas. Esta dica é a última justamente pois penso que este domínio, embora seja uma maneira bem fácil e eficiente de as empresas filtrarem os bons profissionais, não deve ser o seu objetivo final de desenvolvimento profissional. Guarde isso: todo bom designer de interfaces domina as ferramentas. Mas nem todos os que dominam as ferramentas são bons designers de interfaces. Uma coisa que recomendo a todos é evitar cursos puramente voltados ao uso dos software. Normalmente estes cursos são pouco produtivos. Costumo recomendar cursos aplicados a objetivos ou procedimentos específicos e também a utilização forçada… Algo que mistura a busca por referências, o aprendizado online por meio de tutoriais e o desenvolvimento de capacidades a partir do exercício forçado. pegar uma composição bacana e se propor a replicar aquele efeito que você achou legal é um excelente exemplo disso. É o famoso “aprenda fazendo”… Costuma ser mais eficiente do que um curso para saber quais são os atalhos da ferramenta.

É claro que esta é uma lista bem curta. Se você procurar um bom designer de interfaces, como o Herbert Rafael ou o Daniel Negreiros, eles te falarão muitas outras coisas bastante eficientes e mais específicas. De qualquer forma, imagino que estas cinco dicas listadas acima podem te ajudar a sair de um estado de mediocridade profissional e colocá-lo no rumo de um futuro mais bacana.

Abandonando a mediocridade. Ep. 01 – Produção Web

Aproveitando o momento de choque de realidade proporcionado pelo post sobre o apagão da mão-de-obra, imagino que seja interessante para muita gente saber como reverter a situação atual e deixar de ser um estudante ou profissional medíocre. Começarei pela Produção Web.

Então…  O Sérgio e o Dito deram algumas dicas nos comentários do post. Darei sequencia a elas e procurarei proporcionar algum tipo de auxílio a quem quer sair desta desconfortável posição.

Em primeiro lugar, é legal verificar se você faz parte do contingente de estudantes / profissionais medíocres. Para tanto, faça algumas ponderações:

  • Você já recebeu alguma negativa em um processo de seleção de alguma empresa sem motivo aparente ou com a justificativa de que sua qualificação ou conhecimento estão aquém do demandado para a vaga? Não vale aqueles casos em que você mandou um portfólio ou CV e a empresa nem respondeu. Existe muita empresa mal-educada que não dá retorno aos candidatos. Nestes casos, não necessariamente a questão é com o candidato…
  • Você acha que as exigências listadas nas vagas ofertadas são muito altas dentro da sua área de formação? Ex: Se você quer trabalhar com produção, acha que é muito abuso da empresa querer que você saiba PHP ou domine JavaScript?
  • Você desconhece mais do que 25% dos itens exigidos nas descrições das vagas para as quais você pensa em se candidatar ou se candidata? Ex: Você não sabe o que é JQuery, Tableless, APIs…

Se você respondeu “sim” a pelo menos uma dessas perguntas, uma mudança de atitude profissional é imperativa pois, necessariamente, você se encaixa naquela categoria de profissionais / estudantes e talvez seja esta a causa de sua posição atual.

Mas não tema… Há sempre o que fazer para mudar a sua situação. Abaixo, algumas coisas importantíssimas.

  1. Capacite-se em inglês. Faça urgentemente um curso e trate de dominar o idioma. Já disse um milhão de vezes e direi enquanto achar suficiente. Antes de sair fazendo cursos específicos ou pós-graduações, faça um curso de inglês. O conhecimento deste idioma será importante para você tirar melhor proveito de qualquer curso que quiser fazer.
  2. Busque conhecimento em fontes gratuitas online. O Dito mencionou o Lynda, mas tem também o php.net, o w3schools, o próprio w3c e o site do Maujor (para não dizer que não mencionei ninguém que propaga informação bacana para capacitação em português). Nestes sites há muito conteúdo bacana para você aprender muito sobre HTML, JavaScript, CSS e PHP (ferramentas muito importantes para quem quer trabalhar com Produção Web). Faça os tutoriais, tenha paciência e dedique-se… É compreendendo seus erros (mesmo os exercícios mais básicos reservam desafios) que você aprenderá de verdade.
  3. Compre um livro. Recomendo o do Maujor e o dos Deitel. São abrangentes o suficiente para ajudar quem já conhece um pouco e também quem não conhece nada. Adicionalmente, dê uma olhada nos títulos da editora Novatec (vale sempre explicar que eu não estou recomendando nada em troca de dinheiro ou de qualquer outra coisa). Eles têm bons títulos. Coma estes livros. Entenda o que está lá. Estude, leia e releia.
  4. Dedique-se e pratique! Exercite-se bastante. Construa os exemplos dos livros e depois faça os seus próprios… Coloque o que você fez no ar em um site seu. Apareça.
  5. Quando você começar a dominar o assunto, mostre o que você sabe. Discuta sobre o assunto num blog e mostre o que você sabe fazer em um site seu. Além de ajudar mais gente, você mostrará o quanto sabe e colocará a sua cara a tapa. Discuta suas ideias e mostre do que você é capaz.
  6. Como o Sérgio falou, pense diferente. Quando você começar a dominar algum assunto, pensar fora da caixa será natural. Exercite esta capacidade e mostre do que você é capaz. Pense em soluções alternativas e caminhos mais fáceis que coloquem em prática o que você aprendeu.
  7. Por último, volte a se candidatar as vagas que antes eram impossíveis para você. Aposto que os resultados começarão a ser diferentes.

É claro que esta é uma lista pequena e muito simplificada, mas é um ótimo começo. Tenho certeza que depois de chegar nas etapas 4 ou 5 você perceberá mudanças sensíveis em sua capacidade profissional e em sua postura.

Não tenha dúvidas de que você só terá a ganhar estudando, se capacitando, adotando uma postura humilde e pensando de forma diferenciada. Não há contra-indicações.

Bem, espero ter ajudado… Em breve, novas dicas para quem quer se aventurar em outras carreiras ligadas a comunicação e tecnologia.

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Para mais informações, acesse o site do curso, o blog e faça sua inscrição no vestibular. Faça login nessa ideia!

Curso Superior de Tecnologia em Produção Multimídia

Curso Superior de Tecnologia em Produção Multimídia – PUC Minas

Aula inaugural da 4a. turma do curso de Design de Interação