Ajude-me a descobrir algo…

Há algum tempo tenho refletido sobre o uso (e a eficiência do uso) das tecnologias digitais no auxílio às práticas educacionais. Será que aquele verso de uma música do PatoFu é 100% verdade? Para relembrar:

Quem mexe com internet
Fica bom em quase tudo
Quem tem computador
Nem precisa de estudo

Por exemplo, me questiono até que ponto um arquivo com slides auxilia o professor (e consequentemente a turma) numa aula. Outra coisa que me intriga é o uso de ferramentas de interatividade (grupo de discussão, fóruns…) e seu impacto no aprendizado e, obviamente, na transmissão da informação por parte do professor para o aluno. Além disso, me interessa saber se a disponibilização pura e simples de documentação selecionada pelo professor (agindo como facilitador) consiste em algum tipo de vantagem enxergada pelo aluno num dado curso. Por fim, me interessa saber se o uso de recursos audiovisuais (video-aulas e áudio-aulas) consiste em alguma forma de complemento para o processo de aprendizado.

Como complemento, ainda ponho-me a pensar se a educação formal está com os dias contados (pelo menos do jeito que a gente conhece) em função das ferramentas disponíveis na internet. Por exemplo, será que um diploma de terceiro grau terá tanto valor daqui a dez anos? Será que o que se aprende numa sala de aula de um curso superior não está prestes a se tornar algo arcaico frente as diversas possibilidades e ofertas (e formatos) de cursos não formais disponíveis na rede?

E então, você me ajuda a descobrir isso? Por favor, coloque nos comentários deste post as suas opiniões.

Store Equity – Agradecimento

A todas as 308 pessoas que participaram respondendo o questionário de nossa pesquisa sobre Store Equity na Drogaria Araújo, meus agradecimentos.

Aproveito para informar que as duas pessoas premiadas com os vale-compras são:

  1. Yukio Shigaki – Indicou o maior número de respondentes (18)
  2. Gleysson Klynger M. Araújo – Sorteio

Novamente, meus mais sinceros agradecimentos. As respostas nos ajudarão muito!

Para reflexão: aprender e ensinar

Já falei sobre o assunto aqui algumas vezes (aqui e aqui) mas o tema está longe de se esgotar. Aprender é difícil e demanda muito esforço.

É muito mais trabalhoso para o aluno do que para o professor. Fato. Demanda disciplina e dedicação. Sem isso, a coisa não anda. Falo isso com certa propriedade pois além de professor, sou aluno (está se esquecendo de que eu estou em pleno curso de doutorado?).

É fácil jogar a responsabilidade nas costas do outro. Especialmente quando se trata da relação entre professor e aluno. Um exemplo disso pode ser encontrado aqui; numa referência de que é complicado assumir ou reconhecer um erro. Isso prejudica – e muito – o processo de aprendizagem.

Óbvio que você pode argumentar que eu estou falando isso porque sou professor e – da mesma forma – é muito mais fácil eu colocar a responsabilidade no outro (o aluno). Mas acontece que o buraco é mais embaixo.

Exemplos como este (mais aqui) e estes (vídeos aqui e aqui) mostram que estamos com um grande problema que muita gente escolhe ignorar.

De certo estamos lidando com uma mudança cultural. Mas isso não é novidade. As pessoas e a sociedade mudam o tempo todo. É assim que a realidade se desenha. Falar que as escolas pararam no tempo é uma falácia. Acredito que o problema antecede a adaptação das escolas. A questão comportamental é mais grave e urgente (vide).

Tenho dez anos de experiência em docência. O que tenho percebido é que – ao longo dos anos – os jovens estão cada vez mais resistentes em buscar conhecimento e com cada vez mais dificuldade de aceitar críticas e compreender avaliações. São duas características que contrariam o que se fala sobre o jovem. Há uma resistência enorme em aceitar um erro e o caminho mais comum é o de criticar  e atacar o professor quando uma avaliação é feita e o resultado não é o esperado (pelo aluno).

Não sei pra onde a coisa vai. Mas posso dizer que está cada vez mais difícil trabalhar com as pressões que os professores sofrem. De um lado, alunos demandam aulas mais interativas e participativas. Do outro lado eles se mostram resistentes em se preparar (com leitura e busca autônoma por informação)  para estas interações e se mostram incapazes de participar de forma efetiva. Quando avaliados, criticam a avaliação sem base para tal. Não julgo de forma alguma os colegas que desistem do magistério. Preocupo-me.

E você o que acha?