É isso mesmo, Itaú?
Você quer que eu traga um computador conectado a Internet para a frente do caixa eletrônico e aponte a webcam para o terminal? Ok, então.
Você quer que eu traga um computador conectado a Internet para a frente do caixa eletrônico e aponte a webcam para o terminal? Ok, então.
Imagem captada numa mesa de trabalho localizada em uma sala de acesso
amplo… Ou seja: um lugar onde gente que fuma e gente que não fuma
usa para trabalhar.
Ou seria ela apenas uma criação “publiciteira”?
Comendo uma pizza gigante de presunto do pizzaiolo lourdes de 24,90. Vale a pena.
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 1 de fevereiro de 2006
E-mail não é site
Rotular nunca é legal. Como também nunca é legal usar a palavra ‘nunca’ (pois nunca se sabe o dia de amanhã). Ainda assim usamos o bendito ‘nunca’ o tempo todo e rotulamos de quando em vez. O que se conclui com isso é que – inevitavelmente – rotularemos e usaremos o tal ‘nunca’ da mesma maneira que usamos o ‘sempre’.
O que escrevo aqui não foje à regra. Rotularei bastante e escreverei muitos ‘nunca’ e outros tantos ‘sempre’.
Começo com o rótulo contido no título: E-mail não é site. Por causa disso, não deve ser composto em HTML.
Muita gente acha que enviar e-mail com HTML é legal e vai gerar retorno para a sua empresa se o seu newsletter for composto e enviado assim. Não, as coisas não funcionam desta maneira. Os software que usamos para ler nossos e-mails não foram totalmente preparados para renderizar e exibir os códigos HTML e, por isso, muitos erros podem ocorrer – inclusive o mais temido: seu cliente não conseguir ler a sua mensagem.
Além destes, há vários outros motivos para nunca enviarmos e-mail com HTML para nossos clientes ou quem quer que seja.
Segurança: E-mails em HTML costumam são um prato cheio para os mal-intencionados embutirem scripts que serão executados pelo incauto usuário e disparar worms, cavalos de tróia e vírus. Não importa se as mensagens que você envia não tenham nenhum tipo de artifício malicioso ou “truque sujo”, lembre-se que, para ler sua mensagem, o usuário deverá habilitar a leitura de e-mails com HTML e, portanto, sofrer o risco de ser infectado por uma mensagem de outrem. Não faça isso. Se possível, oriente-o a desabilitar esta função.
Confusão: Muitos gerentes acham – e eu concordo com eles – que, pior do que o seu cliente não conseguir ler o seu e-mail é o fato de a sua mensagem ser confundida com um spam por alguma ferramenta que ele venha a usar. Mensagens em HTML têm mais chances de serem diagnosticadas como spam do que mensagens de texto simples. Mais um motivo para nunca, nunca mesmo, mandar e-mail com HTML.
E não pense que sua mensagem comercial terá mais chances de gerar retorno só por causa de imagens e de uma formatação “bonitinha”. Grandes empresas oferecem a opção de entrega de mensagens no formato texto e recebem muitos cliques e compras em retorno a estas mensagens por um motivo simples: elas entregam nas caixas de entrada dos usuários aquilo que eles querem receber. E isso não depende de uma mensagem com figuras ou a sua marca numa animação, mas sim de uma estratégia bem planejada e executada de business intelligence. Isso mesmo, inteligência é a palavra-chave aqui. Nada a ver com firulas gráficas ou e-mail em HTML.
Eu sempre oriento meus alunos e clientes a seguirem o caminho do bom senso e da inteligência. Faço isso insistindo para que configurem seus leitores de e-mail para não processarem o HTML das mensagens e, principalmente, para não enviarem mensagens com HTML. Fazendo isso, os destinatários sempre agradecerão.
Comece a exteriorizar a sua inteligência e exercitar o bom senso: não envie nem receba mensagens em HTML. Faça bom uso da rede.
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 1 de janeiro de 2006
Conhecer para fazer
Sabe aquele ditado de “escreve bem quem lê bastante”? Pois é, a mesma coisa pode ser aplicada para nossos projetos interativos. Faz melhor quem conhece os mais variados projetos, ou seja: se dá bem aqueles que usam a rede de um jeito diferente, com um olhar diferente e percebendo coisas diferentes.
Suponha que você acaba de ser contratado para uma consultoria. Seu cliente precisa propor algo novo para o cliente dele. A idéia é fazer algo diferente, surpreendente e eficiente. A primeira pergunta a fazer deve ser a de sempre: “qual é o objetivo do cliente?”. Para quebrar o silêncio que certamente se instalará na sala de reuniões, explique o óbvio: diferenciar e surpreender não são objetivos claros. É preciso, em primeiro lugar, conhecer o cliente e saber o que ele pretende fazer em suas ações de comunicação; on e offline.
Tendo sido identificados de forma clara e eficiente os objetivos do cliente, a segunda coisa a se fazer é pesquisar. Buscar em tudo quanto for lugar algumas idéias interessantes para poder, efetivamente, surpreender o cliente com alguma solução realmente eficiente. Comece pelos concorrentes diretos do cliente, conheça-os e também as suas ações como se você fosse parte da equipe. Entenda o que eles estão fazendo e procure identificar quais objetivos podem estar por trás daquelas ações. Evitar copiá-los. Fazer algo só porque o concorrente fez não é garantia de sucesso. Verifique se aquela ação se encaixa no conjunto de objetivos de seu cliente antes de propor uma aolução semelhante. Se todos simplesmente copiassem, não haveria inovação.
Depois de conhecer os concorrentes de cliente como a palma de sua mão, busque conhecer aqueles que atuam no mesmo segmento, mas em praças diferentes. Por exemplo: se o cliente é um shopping center, a primeira parte da pesquisa tem como foco os outros shoppings da mesma cidade, começando por aqueles que atuam junto ao mesmo segmento e depois expandindo a pesquisa. A segunda etapa da terá como foco os shoppings de outras cidades. Comece por aqueles que tenham perfil semelhante ao do cliente e, depois, novamente, expanda seus horizontes. Neste ponto as referências se multiplicam. Nem preciso dizer que quanto mais ações de diferentes shoppings centers, você conhece, mais fácil será propor ações interessantes para o seu cliente.
A pesquisa não pára por aí. Busque referências em ações de empresas de outros países se houver tempo. Você verá o quanta diferença este tipo de ação faz na hora de propor algum tipo de solução. E não se contente apenas com os concorrentes e empresas que atuem no mesmo setor do cliente em questão; busque empresas com atuação em setores proximos ou que compartilhem públicos semelhantes. Neste ponto as referências que você terá reunido serão exponencialmente superiores (em número e em ações) àquelas que você tinha quando olhava apenas para os concorrentes diretos do seu cliente.
Aí ficou fácil, não é? Propor uma solução que seja diferente, surpreendente e eficiente ficou moleza depois desta pesquisa que você fez. Mas também, pudera, não é? Com tanto esforço, o resultado não poderia ser diferente.
Moral da história: Um projeto interativo realmente novo e criativo não cai do céu.
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