Tentando entender ações de comunicação no twitter…
Dec 15, 2009 Elucubrações, Marketing, Publicidade
Recentemente a Morini (uma padaria de BH) iniciou a campanha – ilustrada ao lado – no twitter. Eles querem aumentar o número de seguidores e, para isso, vão doar dois mil reais em cestas básicas para a entidade de escolha dos twitters assim que conquistarem 2000 seguidores. A única condição é que isso aconteça até o dia 20 de dezembro.
A idéia é bastante interessante. Ao que tudo indica (estas são linhas escritas por um cara que está vendo tudo acontecer de longe: eu) eles querem usar a ferramenta de microblog para conversar com um público interessado em comprar seus produtos. Por algum motivo (imagino que fizeram algum tipo de pesquisa ou levantamento sobre seu público) eles associaram o comportamento de seus consumidores com o ato de solidarizar-se com uma campanha filantrópica. Se este for o caso, penso que não demorará muito para eles fazerem a doação.
Entenda. Olhando de fora, o que dá para perceber é que a padaria está buscando – via uma campanha de doação que ela fará – a atenção de pessoas que, ao mesmo tempo que querem que a doação seja feita, tenham interesse pelo que a empresa tem a falar. Imagino ser uma ação válida para buscar uma permissão inicial para estabelecer diálogo com seus consumidores.
Entretanto, vi gente criticando a ação (como mostra a imagem ao lado) argumentando que a Morini estaria “comprando” seguidores. Seria realmente isso? Será que estou olhando a coisa com bons olhos demais e deixando-me cegar pelo fato de que sou cliente da padaria em questão e achei simpática esta atitude deles?
Eu acho que há uma grande diferença entre a motivação e os meios (estratégias) das ações da Morini e do Luciano Huck (que sorteava prêmios aos seus seguidores), embora ambas busquem dar ao seguidor algo em troca de sua atitude de seguir o autor da ação.
No caso do Luciano Huck, levando em conta os atributos de uma escalada de permissão, busca-se a permissão circunstancial a partir da possibilidade de um brinde para a pessoa que o segue. Isso chama muito mais gente, pois a quantidade de pessoas que quer ganhar um prêmio é enorme. Entretanto, não necessariamente todo mundo que entra nesta onda realmente quer seguir o cara; apenas quer concorrer ao prêmio.
Já com a Morini, como o prêmio não é para a pessoa que segue, mas sim para uma entidade, a coisa muda um pouco de figura. Embora também circunstancial, a quantidade de gente que “entra por entrar” neste tipo de ação é bem menor do que num concurso de sorteio de prêmios. Afinal, quem apenas quer ganhar algo (muita gente) e não está interessado em ouvir o que a autora da ação quer fazer simplesmente ignora.
Por isso, não acho que é apropriado falar que A Morini está “comprando” seguidores com esta ação (muito embora outras vezes eles sortearam prêmios para a pessoa que desse o retweet número tal a uma mensagem deles). É que me parecem ser duas ações distintas que compartilham o mesmo fim. Enquanto uma visa recompensar diretamente uma pessoa, outra visa motivar as pessoas a participarem de algo maior.
Enfim. Isso me intriga. Novamente pergunto: será que estou sendo benevolente demais? Peço ajuda aos comentadores. Vamos conversar a respeito.
Sack’s Perfumaria. Mais um nome para a lista de spammers
Nov 13, 2009 Marketing, Publicidade
Hoje, antes de esvaziar a minha caixa de spam no GMail, vi que havia lá uma mensagem da Sack’s (uma olja online que vende perfumes).
De cara, suspeitei que era mais uma empresa que deveria entrar para a lista de spammers que mencionei dias atrás. entretanto, não queria correr o risco de fazer um julgamento errado da empresa e resolvi checar se era mesmo um spam ou se se tratava de um falso-positivo do GMail. Procurei então verificar se algo estava errado? Procedi com uma verificação simples. O e-mail que a Sack’s me enviou foi destinado ao meu endereço [a]caiocesar.cc. Fui então ao site da empresa e pedi para que eles me lembrassem de uma possível senha minha naquele site a partir do e-mail em questão (que poderia ser um cadastro meu lá que eu poderia ter me esquecido que um dia fiz).
O resultado do procedimento simples que fiz (o site da loja me informou que o meu e-mail não era um e-mail cadastrado) mostrou o que eu já suspeitava: A Sack’s Perfumaria pratica o SPAM. Afinal, que explicação há para eles me enviarem uma mensagem e me tratem como cliente sem que eu sequer tenha cadastro lá?
Lamentável que existam empresas que invistam neste repugnante hábito.
Empresas que enviam SPAM (uma lista que sempre crescerá)
Oct 22, 2009 Marketing, Publicidade
Então… Hoje eu recebi duas mensagens comerciais não solicitadas de empresas junto as quais eu já havia me manifestado insatisfeito com relação a este tipo de atitude.
Em ambos os casos, como disse, eu já havia desmarcado a opção de “concordo em receber mensagens comerciais” de meu cadastro nos sites. Ainda assim, eles continuaram me mandando as tais mensagens.
- O Submarino, pela sétima ou oitava vez enviou-me uma mensagem querendo me vender o cartão de crédito deles. Marcado como SPAM.
- O Grupo Meio&Mensagem enviou nova mensagem hoje (já perdi a conta da quantidade de mensagens que recebi deles) querendo me vender assinatura do periódico. Marcado como SPAM.
Será que a lista cresce? Eu tenho certeza que sim. Sempre que isso acontecer, acrescentarei o nome aqui. Imagino que não demorará muito para que esta lista fique enorme.
E você, de quem anda recebendo SPAM? Manifeste-se nos comentários.
É nisso que dá…
Oct 16, 2009 Cibercultura, Educação, Marketing, Publicidade
Hoje estava lendo o caderno de classificados do jornal Hoje em Dia (que às sextas tem duas páginas dedicadas ao universo da publicidade e propaganda) e topei com um texto que o Mário D’Alcântara replicou em seu espaço (ele tem uma coluna lá) no jornal.
O texto é de autoria do Fabiano Goldoni, da CuboCC, e é recheado de boas intenções. Foi publicado no blog Perestroika (que eu não conhecia) em 2008 e replicado no jornal de hoje. Acontece que as boas intenções vêm cercadas de erros bobos de conceito.
O mais gritante e que mais me supreendeu foi o de ele falar que Product Placement é um nome novo para merchandising. Este é um erro bobo que todo leigo em comunicação comete. Me surpeendeu pois pareceu que o D’Alcântara (que é um cara que deve ter mais tempo de vivência de mercado do que eu tenho de vida) não leu o texto; de tão besta que é o erro.
Ora, qualquer um que assistiu (e prestou atenção) em ao menos uma aula sobre o assunto sabe que merchandising é o nome que resolveram dar no Brasil à técnica chamada Product Placement, iniciada nos anos 1950 nos Estados Unidos.
Me espanta alguém que comete este tipo de erro ter cargo importante e lidar com grandes somas de dinheiro (dos outros) em ações de comunicação.
Devo deixar claro que nada tenho contra as pessoas envolvidas. Meu respeito é grande por quem dá a cara a tapa e mostra a que veio. Mas não posso me furtar o dever de evidenciar o que não está certo (até mesmo porque eu gostaria que fizessem o mesmo quando erro – e não é pouco) e pode levar muita gente a pensar errado apenas para seguir o que leu num blog (ou num jornal). As coisas não são por aí e esta é uma questão séria. Mostra pra gente muita coisa sobre comunicação (on e offline) e até educação (de acordo com meu viés particular evidenciado a seguir).
Tal equívoco (para ficarmos apenas em um) demonstra que o ditado “em terra de cego, quem tem um olho é rei” se faz valer de um jeito que espanta – mas não surpreende – no mundinho da comunicação online. Ademais, mostra que blogs são apenas blogs e que é um erro acharmos que os reduz, mas não devemos enaltecê-los por isso. Evidencia que a reflexão anda ausente num momento em que um bom vídeo com uma trilha bacana vende melhor um conceito do que pedir para que as pessoas exercitem suas mentes. Isso expande a questão da comunicação para promoção e vendas e vai a um ponto (direciondo pelo meu interesse) adiante: o de que tem muita gente achando que ler blogs é o suficiente para aprender algo.
Dá um jóia que tá tudo certo
Mar 20, 2009 Blog, Cibercultura, Elucubrações, Publicidade
DISCLAMER: O título deste post nada tem a ver com o “jóia” do Quintão; mas sim com aquele comportamento muito conhecido de fechar alguém no trânsito mas “dar um jóia” para dizer que se importa e achar que isso anula a besteira recentemente feita.
Então… Parece que “dar um jóia” é o suficiente para passar por cima de uma caca que a gente faz. Algo como: pode fazer o que você quiser, desde que você dê um jóia depois. Tá valendo.
É isso que me parece ser o que está escrito nas entrelinhas deste post do Marcelo Tas onde ele explica que seu rabo agora abana para uma companhia telefônica. O post é recheado de idiossincrasias e contrariedades, como todas as explicações, aliás, daqueles que vendem suas opiniões e esperam que com um “jóia” (ou uma tag, ou uma hashtag ou um aviso no rodapé de um post) as coisas se resolvam (as coisas se resolvam == os leitores aceitem como normal o fato de que agora o rabo do autor tem dono). Um dos trechos que mais gostei foi este:
6. Finalmente: não tenho obrigação de “falar bem”, ”vender” ou mesmo fazer qualquer menção ao serviço da Telefônica.
Ah, claro… A empresa está te pagando para falar do produto dela e você não tem a menor obrigação de falar bem do produto. Faça-me rir! Da mesma forma abstrata e utópica que o jornalista do caderno de turismo que viajou às custas do resort não tem a menor obrigação de falar muito bem do tal resort; ele o faz porque o resort é muito bom. Ou ainda da mesma forma que o jornalista do caderno de veículos não tem a menor obrigação de falar bem dos carros da montadora tal que custeou sua viagem ao salão de Genebra para ver os lançamentos; os produtos falam por si só… Sim, claro. Entendo perfeitamente.
Obviamente, como o próprio Tas explica em seu post (engraçado ele precisar explicar isso, né? É algo tão normal…) nada há de errado em vender posts, ou vender a sua opinião. Eu também acho que não há nada de errado nisso. É algo lícito e ponto final. Só que eu não faço e não acho que é algo bacana de se fazer num blog. E acho pior ainda as pessoas fazerem e acharem que só por falarem que estão fazendo a coisa se transforma em comportamento correto e corriqueiro e que está tudo bem.
Bem, embora seja algo lícito, IMHO, eu não acho que fica tudo bem. Meu ponto é o seguinte: Os blogs são caracterizados por encarnarem e escancararem o poder democrático da web na questão da produção de conteúdo. Com um blog, eu, você ou qualquer outra pessoa comum pode – DE GRAÇA – colocar a sua opinião na rede para os outros lerem. Isso faz desta ferramenta uma excelente plataforma para o jornalismo cidadão, opinativo, pessoal, direto e verdadeiramente descomprometido com interesses econômicos quaisquer. Um blog (e aí vale complementar que qualquer outra ferramenta de publicação semelhante se apropria do raciocínio, como o Twitter, por exemplo) vale da reputação e da autoridade de seu autor; diferente de um jornal, que se vale do poderio econômico de quem o mantém (ou seja, de um grupo seleto de engravatados e de seus anunciantes). Portanto, um blog, embora não obrigatoriamente o seja, tem o potencial de ser um exemplo verdadeiro de comunicação independente.
É uma pena, portanto, quando autores que se esforçaram para construir sua reputação com blogs e demais ferramentas simplesmente optem por “entrar num esquemão” de grande mídia e vender suas opiniões em troca de seu sustento. Claro que todo mundo deve ganhar dinheiro, e reforço que fazer o que estas pessoas fazem de vender seus posts é lícito. Mas não deixa de ser feio e decepcionante. É feio porque no blog a pessoa, por mais pública que seja, tem a oportunidade de permanecer independente e opta por não seguir este caminho. Sinceramente, não acredito que o Tas precise deste dinheiro para viver; ele tem outras fontes de renda diferentes. E ele poderia deixar (se é que algum dia foi) seu blog (e/ou twitter) independente.
Chega a ser engraçado, portanto, essa tomada de atitude estranha de vender sua opinião e achar que deixar claro que aquela opinião específica é vendida (com uma tag ou hashtag) deixa tudo claro e tranqüilo para quem lê o que a pessoa escreve. Óbvio que não. Se a atitude não fosse estranha, não seria necessário explicá-la, você não acha? Pense se agora os leitores destas pessoas que vendem suas opiniões em posts de seus blogs ou streams de twitter acham que realmente tudo o que eles escrevem é livre de influências externas? Eu duvido.
Em suma: Nada contra vender sua opinião. Ela é sua e você faz com ela o que quiser; mas não espere ter a mesma credibilidade de outrora depois que você começar a escrever posts em troca de dinheiro.
Enfim… Parece que faço parte de um pequeno grupo de pessoas que acham que blogs devem ser apenas blogs e não jornais pessoais onde os pequenos e mambembes Robertos Marinhos vendem espaço publicitário.
E você, o que acha?
Um possível caminho
Jan 23, 2009 Publicidade
A Innovid (link via techcrunch) parece estar mostrando um possível caminho para que seja adicionado o elemento “interatividade” a vídeos na web.
São várias modalidades de inserção de conteúdo interativo que anunciantes em potencial podem escolher ao contratar a empresa para proporcinar soluções bem interessantes.
Na galeria dá para ver que além dos já conhecidos synched overlay e bug há outras possibilidades de inserção de conteúdo clicável em vídeos bastante promissoras. Vale uma olhada bem de perto.
Me lembra muito o que uma finada empresa de BH fazia em 2002/2003… Ah, se os sócios não tivessem rompido…
Você viu o anúncio da Microsoft com o Seinfeld?
Sep 5, 2008 Publicidade
Bem, este assunto deve tirar um pouco da atenção do Chrome durante as próximas horas.
Ontem foi ao ar durante o horário nobre estadunidense o primeiro filme de uma nova campanha da Microsoft. O anúncio conta com a participação de Jerry Seinfeld que – dizem – levou 10 milhões de dólares para fazer parte da coisa que – também dizem, custou 300 milhões.
Então… eu ví a peça agora há pouco e devo dizer que gostei. Por alguns motivos:
- Não mostra uma Microsoft arrogante;
- Coloca o Bill Gates como o geek que todo mundo acha que ele é, e não como o demônio que todo mundo quer que ele seja;
- Não tenta revidar de maneira alguma os anúncios Mac vs PC. Isso eu acho muito interessante, pois acredito que esta seja uma briga da Apple, e não da Microsoft. É a Apple que tem uma participação ridícula de mercado. Então revidar aquele tipo de ataque não faria muito sentido;
- O filme é para pessoas comuns; se fosse para blogueiros profissionais, teria microsite, teria “vazado” (os bobos acreditam ainda que as coisas “vazam”) na net antes e tudo o mais. Mas não tem. Talvez depois venha a ter, mas eu acho que não é esse o ponto. A Microsoft deve estar mirando um objetivo mais conceitual, de desmistificação da sua marca e reposicionamento. O cenário do filme não poderia ser outro, as personagens estão bem perto do homem comum, o que humaniza mais a marca;
- A campanha parece ter um tom de humor mais refinado, sutil. O produto fica guardadinho nas entrelinhas, só na sugestão. Gostei. Me fez simpatizar um pouco mais pela Microsoft;
- O Bill Gates parece gente, e não um andróide que nunca troca de roupa e nem a Microsoft é uma empresa sem rosto. Ele reforça esta cara à Microsoft – justo agora que se aposentou – de uma empresa de gente comum.
Não sei quanto a você, mas eu curti. Obviamente, o filme não vai me fazer comprar o Windows (como disse, não acredito que esta seja a meta), mas me fez abrir um sorrisinho para a Microsoft (acho que o objetivo está mais por aí).
Contradição no anúncio
Apr 15, 2008 Publicidade
Das coisas que acontecem… Veja esta imagem.
Se foi uma atitude proposital do restaurante, aproveito para lembrar que é algo de péssimo gosto. Se for uma falha no sistema, aproveito para lembrar que é grave, pois não surte o efeito desejado para quem contratou a coisa (caso não tenha sido intencional). O mais provável é que tenha sido uma falha na seleção das palavras pelo responsável pela publicidade online do anunciante…
A importância do estagiário
Apr 13, 2008 Publicidade
Por falar em publicidade*…
Você, meu caro, que faz estágio em agência de publicidade. Não se subestime. Você é muito importante.
Mesmo sem ganhar um tostão, você é peça chave no processo de trabalho de todas as agências do país. Sem você, a publicidade não seria o que é. Não falo dos trabalhos que só você executa. Não falo da sua relevância na tarefa de manter a jarra de café sempre cheia e nem do primordial serviço de boy que colocam para você fazer. Isso tudo é secundário. Você é o responsável pela publicidade ter o garbo, glamour e a relevância de profissão-celebridade que tem no mundo de hoje. Esqueça as infindáveis buscas pelos bancos de imagens… Sua função de verdade é outra.
Você, publicitário estagiário, é o principal público para as excentricidades, comportamentos ridículos e palhaçadas dos profissionais de criação. Se não fosse por você, os criativos não usariam roupas espalhafatosas, iriam trabalhar de chinelo ou usando fantasia do Batman. Se não fosse pelo seu instinto e seu comportamento curioso, o diretor de criação jamais levaria para o trabalho um ursinho de pelúcia. Ele só faz isso porque sabe que você vai perguntar o motivo. E aí e o momento do show que ele adora dar. Ele saiu de casa para isso. E você tem importante papel para que a coisa funcione.
Os criativos só fazem as coisas que fazem para agradá-los. Afinal, ninguém que tenha algo relevante na vida para fazer presta atenção neles e nas suas bizarrices. A tarefa é de vocês, caros estagiários. Se vocês faltam ao estágio por causa daquela reunião de grupo da faculdade, todo o trabalho que eles tiveram das sete às onze da manhã para produzir seu look do dia vai pro ralo. Por isso que faltas não são toleradas em seu estágio. Faltou: rua! Além disso, a troca de estagiários constante é incentivada para fazer com que a áurea mágica em torno dos intrépidos criativos se mantenha. Quanto mais gente na faculdade tiver contato com este mundinho especial, melhor pra eles.
Suas reações de espanto ao ouvir as histórias mentirosas dos criativos são o termômetro da profissão. Vocês são as escadas que sustentam a atividade publicitária no Brasil. Se não fosse por você, para quem as redatoras iriam contar que têm tatuagens em lugares que não podem mostrar? Para quem os criativos iriam mostrar que vieram com uma meia de cada cor? Ou que usaram a camiseta do lado errado hoje?
Eles se digladiam por sua atenção. Seja usando uma capa de zorro, ou pintando o cabelo de rosa, o que eles querem é que você fique boquiaberto (como corriqueiramente fica) ao saber das traquinagens que eles fazem. Por isso, meus caros estagiários, não se desapontem com um emprego que não paga nada. Vocês têm muita importância. Vocês são o centro da questão.
*Por favor, não ache que este post ou o anterior são frutos de recalque. Aceite as coisas com humor e lembre-se que eu sou publicitário e meus melhores amigos também o são, infelizmente (hahaha!). Não quer dizer que eu não erre ou que não faça coisas ridículas de quando em vez. Nossa maior qualidade, devo sempre lembrar, é aprender a ouvir críticas, saber distinguir uma agressão de uma observação construtiva e identificar um texto que pretende ser uma piada, e não funcionar como uma provocação pura e simples.
Copasa e o dinheiro jogado fora
Apr 13, 2008 Publicidade
Alguém aí viu a campanha da Copasa com o Matheus Nachtergaele? IMHO, um baita desperdício de dinheiro. Colocaram um cara caro, contracenando com gente que não é tão barata (Dercy Gonçalves, Falcão…) em vídeos bem fraquinhos com “testes” da água da companhia. Muito fraco. Mesmo.
Nada contra quem fez. Todo mundo erra. Mas… Putz, achar que a coisa não aconteceu é tentar varrer um quilo de pó para debaixo de um capacho.
Surpreende a falta de qualidade da concepção da campanha. Roteiro fraco e execução fraca. O que está sendo vendido ali? Não dá para saber… Falar de qualidade com estes “testes”? Nem sabão em pó faz isso mais.
Surpreende o casting ter aceitado isso. O que parece é que Minas é tão irrelevante que esses caras topam fazer filmes como estes só pelo dinheiro, uma vez que não atrapalharia em nada sua visibilidade.
Surpreende alguém ter aprovado e liberado verba pra isso. Mas nem tanto, afinal, a julgar pelo site, a Copasa carece de gente para pensar comunicação.


