Leia este post com atenção.
Ele tem uma importante lição para você e sua empresa usarem melhor as mídias sociais.
E não se trata de uma lição de moral.
Quem olha a imagem abaixo – de cara – tira uma série de conclusões.Duas das mais comuns conclusões que ouço quando mostro esta foto são:
- a de que o dono deste carro é uma pessoa sem noção;
- trata-se de uma pessoa que não tem muito bom gosto.

Mas… Será que é isso mesmo? Não, não refiro-me a estas características. Elas podem até ser verdade (e é bem provável que sejam). Mas, será que devemos sair por aí tirando conclusões precipitadas sobre as coisas ao vermos apenas uma fração delas? Ou melhor… O que as pessoas fazem mostra realmente o que elas são?
Vamos sair do exemplo do carro e dar uma olhadinha no Twitter. Não demora muito para vermos exemplo de ação semelhante:

A iniciativa desta pessoa não difere muito daquela do dono do carro da foto anterior, concorda? Trata-se de uma demonstração pública de amor e afeto e, por sí apenas, não deve – de maneira alguma – ser recriminada. Muito pelo contrário.
Isso só mostra que devemos olhar mais para o que nós fazemos ao invés apenas de ficar apontando o dedo para os outros. É muito difícil, concordo, e assumo que raramente consigo, mas é o que deve ser feito.
Mas… O que eu quero dizer com estas duas imagens e este texto que está com a maior cara de lição de moral (embora não o seja, viu! Olha você julgando a coisa de cara novamente!)?
Bem, vamos lá então.
O que causa estranhamento, nos dois exemplos, não é o conteúdo da mensagem e nem a atitude em si, mas sim o lugar onde isso acontece. É claro que, em determinados momentos, o que mais queremos é que o mundo inteiro saiba o que estamos sentindo ou qual é a razão de nossas vidas. O problema é querer isso o tempo todo e forçar as outras pessoas a escutar ou ver o que queremos demonstrar. Milhares de pessoas devem ver este carro da foto andando pelas ruas da cidade todos os dias e não dão a mínima. Outras tantas olham e pensam (ou dizem): “e eu com isso?”.
A mesma coisa acontece com os tweets que lemos. Tem uma quantidade absurda de coisas que o que dá vontade de dizer é “é mesmo?” ou então o famoso “e o kiko?”. Aqui, no entanto, há uma singela diferença: enquanto o carro a gente vê involuntariamente, no Twitter a gente quer ver o que aquela pessoa tem a dizer, do contrário, não a seguiríamos.
[Pausa para você pensar que realmente o que eu não queria com este post era passar algum tipo de lição de moral. Não te disse?]
- Agora sim estamos chegando a um ponto bacana no post, Caio!
Ainda bem… O lugar onde quero chegar, para vocês que ainda não sacaram, é: quando estamos num ambiente onde falamos ao mesmo tempo que um bando de outras pessoas para o mesmo público, a mensagem tende a não chegar da melhor forma ou da maneira que queríamos que o nosso público a ouvisse. Nas ferramentas de mídia social como o Twitter, embora parte do seus seguidores também siga empresas concorrentes, eles estão atentos ao que você diz e a mensagem pode ser entregue de uma maneira mais fiel à ideia original. Daí, tira-se:
- Talvez não sejam os assunto de maior interesse para o meu público aquilo que eu faço ou somente as minhas opiniões randômicas sobre assuntos diversos;
- Quem me segue estará prestando atenção no que digo e espera ver algo relevante ou que se relacione comigo (e com ele);
- Estas pessoas também falam. Transformar a coisa num monólogo, não é legal. O mais interessante aqui é a conversa!
Atenção. A lição está abaixo!
Onde quero chegar com isso é que o que importa é o que você fala em seu canal e com quem você se relaciona. O número de seguidores é secundário aqui. Volume não representa qualidade, necessariamente. E não importa se aquilo que você tem a dizer é a coisa mais importante do mundo para você. Se aquilo for importante apenas para você, talvez você não devesse ficar falando pro mundo então… Qualidade vem de uma conversa produtiva e de mensagens relevantes. Assim sendo, para retomar o título do post e os exemplos citados, não é muito bacana ficar apenas falando de nós mesmos ou daquilo que é importante apenas para nós no Twitter. Nossos seguidores esperam conversar e interagir. Se eles não percebem que isso acontece, vão embora. E o volume de seguidores não é a coisa mais importante, mas sim a sua relevância para quem te segue. E manter-se relevante é bastante difícil. Muito mais difícil do que conseguir uma multidão de seguidores oferecendo prêmios pelo número de pessoas que te segue e retuíta suas mensagens… Como disse, o importante é ser relevante.
E o que isso tem a ver com o carro e o twwet citados? Tem tudo a ver, meu caro gafanhoto! Se a gente usa as ferramentas de mídias sociais (em especial o Twitter) para ficarmos falando apenas de nós mesmos, a gente vai acabar soando enfadonho ou desinteressante para muita gente… E isso é tudo o que não queremos quando a meta é sermos relevantes, não acha?
Ah, e antes de terminar, embora para muitos isso tudo pode parecer (e é) óbvio, basta dar uma navegada pelo Twitter para encontrar exemplos e mais exemplos que provam que não é todo mundo que sabe disso. Se você achou tudo isso óbvio, parabéns. Você tem um pouco de noção. Mas se você ainda não fazia ideia disso, parabéns também! Você acabou de aprender algo novo.