Inscrições para o vestibular: 19 de outubro a 16 de novembro
Mais informações: http://bit.ly/912pGh
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Cada vez mais as empresas estão entendendo que é preciso estar na web para algo além de simplesmente marcar um lugar. Torna-se, então, cada vez mais importante compreender que é importante saber falar a língua de seu usuário neste ambiente.
Nesse quesito, as empresas que nascem na web dão um banho. Enquanto a maior parte das empresas que “entram” na web o fazem de maneira quase padronizada, as que enxergam bem a web como um espaço de comunicação e não apenas como um “meio” (coincidentemente ou não, estas costumam ser justamente as que nasceram na web) nadam de braçada ao se comunicarem com seus usuários de um jeito que eles entendem e são capazes de responder.
Dois exemplos bacanas são a Dreamhost, que surpreende com uma comunicação informal – especialmente em suas newsletters – que descontrai, informa e não deixa a seriedade de lado, e também o Page.ly (a imagem do post vem de lá), que explica aos visitantes de sei site para quem é o serviço que eles fornecem de maneira bem-humorada e eficiente.
Seria muito bacana se mais empresas aprendessem a se comportar assim na web.
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Recentemente a Morini (uma padaria de BH) iniciou a campanha – ilustrada ao lado – no twitter. Eles querem aumentar o número de seguidores e, para isso, vão doar dois mil reais em cestas básicas para a entidade de escolha dos twitters assim que conquistarem 2000 seguidores. A única condição é que isso aconteça até o dia 20 de dezembro.
A idéia é bastante interessante. Ao que tudo indica (estas são linhas escritas por um cara que está vendo tudo acontecer de longe: eu) eles querem usar a ferramenta de microblog para conversar com um público interessado em comprar seus produtos. Por algum motivo (imagino que fizeram algum tipo de pesquisa ou levantamento sobre seu público) eles associaram o comportamento de seus consumidores com o ato de solidarizar-se com uma campanha filantrópica. Se este for o caso, penso que não demorará muito para eles fazerem a doação.
Entenda. Olhando de fora, o que dá para perceber é que a padaria está buscando – via uma campanha de doação que ela fará – a atenção de pessoas que, ao mesmo tempo que querem que a doação seja feita, tenham interesse pelo que a empresa tem a falar. Imagino ser uma ação válida para buscar uma permissão inicial para estabelecer diálogo com seus consumidores.
Entretanto, vi gente criticando a ação (como mostra a imagem ao lado) argumentando que a Morini estaria “comprando” seguidores. Seria realmente isso? Será que estou olhando a coisa com bons olhos demais e deixando-me cegar pelo fato de que sou cliente da padaria em questão e achei simpática esta atitude deles?
Eu acho que há uma grande diferença entre a motivação e os meios (estratégias) das ações da Morini e do Luciano Huck (que sorteava prêmios aos seus seguidores), embora ambas busquem dar ao seguidor algo em troca de sua atitude de seguir o autor da ação.
No caso do Luciano Huck, levando em conta os atributos de uma escalada de permissão, busca-se a permissão circunstancial a partir da possibilidade de um brinde para a pessoa que o segue. Isso chama muito mais gente, pois a quantidade de pessoas que quer ganhar um prêmio é enorme. Entretanto, não necessariamente todo mundo que entra nesta onda realmente quer seguir o cara; apenas quer concorrer ao prêmio.
Já com a Morini, como o prêmio não é para a pessoa que segue, mas sim para uma entidade, a coisa muda um pouco de figura. Embora também circunstancial, a quantidade de gente que “entra por entrar” neste tipo de ação é bem menor do que num concurso de sorteio de prêmios. Afinal, quem apenas quer ganhar algo (muita gente) e não está interessado em ouvir o que a autora da ação quer fazer simplesmente ignora.
Por isso, não acho que é apropriado falar que A Morini está “comprando” seguidores com esta ação (muito embora outras vezes eles sortearam prêmios para a pessoa que desse o retweet número tal a uma mensagem deles). É que me parecem ser duas ações distintas que compartilham o mesmo fim. Enquanto uma visa recompensar diretamente uma pessoa, outra visa motivar as pessoas a participarem de algo maior.
Enfim. Isso me intriga. Novamente pergunto: será que estou sendo benevolente demais? Peço ajuda aos comentadores. Vamos conversar a respeito.