Um blog é um blog e nada mais que um blog
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 30 de setembro de 2006
Um blog é um blog e nada mais que um blog
Não é pra ser chato, mas sim realista. Embora os blogs (ou weblogs) sejam a materialização mais proeminente das assertivas de que a web é um espaço democrático, devemos sempre ter em mente que um blog não é nada mais do que um blog.
Como assim? É fato que, já há algum tempo, mais precisamente desde 2002, quando a Globo.com popularizou no país o serviço Blogger.com em sua versão brasileira, vivemos um crescente hype em torno dos blogs. Todos os dias milhares de novos blogs são criados e um sem-número de jornalistas descobrem a ferramenta e começam a publicar usando suas facilidades ou a criticá-la, apontando aqueles velhos defeitos (impossibilidade de aferir se o que está escrito é verdade, a questão do anonimato e por aí vai). Isso se mostra no fato de que hoje há quase tanto destaque nos grandes portais brasileiros para os blogs mantidos por jornalistas e hospedados por ali do que paras as próprias notícias. É uma bolha que não pára de crescer.
Isso tem o lado bacana de popularizar os blogs, mas tem o lado ruim de distorcer seu formato inicial. Usar o formato de blog para manter um jornal ou um periódico noticioso pode ser muito ruim. Tanto para quem o faz quanto para quem o acompanha. E os grandes portais têm feito isso sistematicamente no Brasil, contratando equipes de profissionais para escrever posts em blogs que levam a chancela de jornalistas famosos. Isso é muito ruim. Em primeiro lugar porque não custa nada manter um blog coletivo e todos assinarem com seus próprios nomes; em segundo lugar porque este tipo de blog acaba por confundir a cabeça de quem lê, sem saber direito se é um blog ou um site de notícias; em terceiro lugar, porque esta crise de identidade acaba por criar mais celeuma em cima do formato, contestando-se sua validade.
Adicione a esta argumentação aquela já conhecida síndrome de Andy Warhol: Todo mundo parece querer seus quinze minutos de fama na Internet. Aí, as celebridades instantâneas mantenedoras de blogs acabam por se confundir, tentando assumir a postura de fontes oficiais de notícias e de delineadores de opinião quando a coisa não é bem assim.
Por isso, repito: um blog é um blog e nada mais que um blog. É um espaço para a publicação rápida e fácil de conteúdo, num formato padronizado cuja maior característica é a disposição de informações em uma página de forma cronologicamente inversa, onde as entradas mais recentes estão no topo e as mais antigas, na parte de baixo da página. Além disso, o formato permite que o leitor interaja com o dono do blog, comentando as entradas e perenizando as discussões, através dos arquivos disponíveis. Esta explicação simplificada do formato tem o propósito de deixar claras as vantagens para as pessoas comuns, como você e eu, que querem manter um blog.
Ta, Caio… Você indicou uma questão, mas não apontou nenhuma resposta. Calma!
Que tal começarmos a tratar os blogs como eles são: blogs? O primeiro passo para isso é deixar claro, naquele conhecido espaço onde o autor fala de si, algumas linhas sobre o conteúdo autoral daquele site. Outra ação interessante é evitar usar o formato para fazer jornalismo. Isso evita críticas ao site em si e ao formato de blog. Uma terceira ação é a de evitar usar um blog para nada mais do que ganhar dinheiro. Pessoalmente, sou contra um blog pessoal ter anúncios.
Admito que não há como escapar da prática. Entretanto, é legal sempre ter em mente que, se o propósito é ter um site pessoal, por qual motivo você precisa de anúncios? Agora, se o seu negócio é ter um site de conteúdo e vender espaço publicitário nele, recomendo outro formato que não o de blog. O motivo? Simples: um blog é um blog e nada mais que um blog.
Num mundo perfeito…
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 25 de agosto de 2006
Num mundo perfeito…
Num mundo perfeito, muita coisa seria diferente. As pessoas não repassariam correntes. Os celulares e laptops gratuitos não seduziriam os incautos a enviar mensagens desnecessárias para enormes listas de destinatários.
Em momentos em que enviar uma mensagem para uma grande lista se faz necessário, num mundo perfeito, as pessoas esconderiam os endereços dos destinatários das mensagens no campo de cópia oculta das mensagens. Além disso, num mundo perfeito, as empresas aprenderiam que enviar mensagens comerciais não solicitadas é ruim para sua imagem e reputação.
Num mundo perfeito, os worms, cavalos de troia e virus não assustariam tanto, pois deixaríamos de enviar e – principalmente – receber mensagens de e-mail compostas em HTML.
Os e-mails não conteriam anexos desnecessários. Nada de vídeos dentro das mensagens. Apenas links, indicando que o vídeo da piadinha da hora está disponível no YouTube. Falando nisso… Num mundo perfeito, celebraríamos a criação de um site tipo o YouTube, mas só que ao invés de vídeos, seriam hospedados os famosos arquivos do powerpoint, que tanto nos atormentam com as infames fotinhas de criancinhas fofinhas e animais engraçadinhos.
Aquelas mensagens que vão além, forçando as rimas para falar da importância da amizade e do amor por meio de letrinha scoloridas e animadas acompanhadas de um não menos chato fundo musical nem chegariam a nossas caixas postais.
Num mundo perfeito, as pessoas deixariam de lado o péssimo hábito de subverter as regras gramaticais e assassinar o nosso idioma em troca de alguns toques a menos nos teclados. A gritaria em caixa-alta praticamente desapareceria.
Num mundo perfeito, o conteúdo dos sites e dos textos que colocamos na web não seriam copiados indiscriminadamente sem que fosse citada a fonte da informação. O plágio, tão deplorável, seria minimizado.
Os sites não teriam introdução em flash e nem splash-pages. Os microsites seriam chamados de microsites e não de sites quentes. Num mundo perfeito não sofreríamos com sites e peças publicitárias interativas que têm áudio, mas não oferecem a opção de desligá-lo.
Num mundo perfeito, o compartilhamento de arquivos via redes P2P não seria encarado como pirataria, pois cairia a ficha de que quem mais baixa arquivos de música é – coincidentemente – quem mais compra discos.
Num mundo perfeito, o acesso a determinados sites e serviços, o uso de mensageiros instantâneos e de software de VoIP não seria travado por gerentes de redes obcecados por proibições e restrições. Isso porque, num mundo perfeito, as pessoas saberiam usar com moderação todos os recursos que têm a seu dispor.
Num mundo perfeito, o argumento mais usado por nove de cada dez gerentes de rede de que estas proibições ocorrem apenas por questão de segurança cairia por terra, uma vez que eles (os gerentes de rede) aceitariam o fato de que a maior porta de entrada de virus nas empresas é o e-mail, e não faz sentido proibí-lo.
Finalmente, num mundo perfeito, as pessoas fariam excelente uso da rede.
Seu site também serve para se comunicar com seus clientes
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 2 de agosto de 2006
Seu site também serve para se comunicar com seus clientes
Não é novidade alguma dizer que ter um site é imprescindível para uma empresa.
A presença na web é estrategicamente importante no que diz respeito às ações comerciais e de marketing de uma organização. Só que – creio – em virtude deste forte apelo voltado para as vendas, muitos gestores se esquecem que seus sites são – para seus clientes – a melhor opção para estabelecer contato com a empresa.
É certo que não há estratégia comercial viável que não considere boas ações de marketing; e não existem ações de marketing eficientes que não incluam ações de publicidade e de comunicação. E um dos mais fortes apelos da web é, justamente, poder promover a comunicação em duas direções: da empresa para seu público e do seu público de volta para a empresa.
Parece básico, mas muita gente se esquece disso e se preocupa apenas em construir para suas empresas sites bonitos, cheios de cores, sons e animações e que sejam bastante “interativos”. E é aqui que mora o perigo.
Clicar em links e ver as coisas se movimentarem não é ser interativo. Este equívoco pode ser fatal para a eficiência de um site. Interatividade, sob o ponto de vista da comunicação, implica em bidirecionalidade, não apenas em exploração intuitiva de conteúdo.
Para deixar bem claro, tracemos um paralelo entre uma loja na web e outro ponto de venda da mesma empresa, fora da web. Quando um cliente entra em sua loja física – ou seja, fora da web – ele espera poder conhecer os seus produtos e obter o máximo de informações sobre eles para que seja feita a compra com segurança e satisfação, não é? E quando ele não encontra todas as informações que precisa ou não acha o produto ou serviço específico, o que ele faz? Procura um vendedor, certo? A mesma coisa acontece quando esta situação se repete na rede. O seu site deve ser claro e objetivo o suficiente para que o usuário encontre nele todas as informações que precisa para que você consiga fechar um negócio com ele. Caso ele não encontre tudo o que procura para tomar sua decisão, o que ele faz? Entra em contato com a sua empresa através de um e-mail, por exemplo, correto? Correto!
Ou seja: mais do que apenas uma vitrine de sua empresa, o seu site é a sua própria empresa. O cliente espera encontrar nele as respostas para suas perguntas e necessidades de informações sobre seus produtos e / ou serviços. E o mais bacana disso é que o seu site fica 24 horas por dia disponível, enquanto fora da web existem diversas limitações.
Então… Chegamos ao ponto crucial desta coluna: muitas empresas se esquecem disso e deixam de lado o importante papel de ferramenta de comunicação que um site pode exercer para sua empresa. Quantas vezes você enviou uma mensagem pelo “fale conosco” de um site e nunca obteve resposta? Eu já perdi a conta de quantas vezes isso já aconteceu comigo. Evitar que seus clientes se frustrem com isso pode trazer excelentes resultados para sua empresa.
Ignorar isso pode ser uma falha terrível; indicativo de um péssimo uso de uma excelente ferramenta. Como o título deste texto lembra bem: o site também serve para se comunicar com seus clientes. Embora pareça óbvio, responder as mensagens recebidas pelo site ou até ir além, disponibilizando outras maneiras de se comunicar com a empresa ou com outros usuários e clientes – chat, voip, fóruns – pode trazer muito mais resultados do que aquela linda animação em flash dos seus produtos com efeitos mirabolantes.
Então, fazer bom uso de um site é bem fácil. Basta lembrar que sem comunicação não há estratégia de marketing que dê certo. Mesmo que seu site não venda produtos pela rede, lembre-se que ele pode ser bastante útil para sua empresa se ele funcionar como uma forma eficiente de contato com seus clientes.
Respeito é bom e o usuário gosta
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 3 de julho de 2006
Respeito é bom e o usuário gosta
Produzir websites compatíveis é algo cuja importância e a prioridade ultrapassam (por mais difícil que isso possa parecer) os egos das equipes responsáveis.
Nós, produtores e editores, estamos acostumados com este linguajar e com as práticas de produção e verificação de sistemas interativos (ou, pelo menos gostaria de pensar que estamos) e acabamos por achar a abordagem do tema um tanto quanto repetitiva. Mas pensemos – um pouquinho apenas – naquelas pessoas para as quais fazemos os sites. Aqueles que vão usar os sistemas interativos que produzimos nem sempre (ou quase nunca) têm o expediente e a curiosidade de manter instaladas as versões mais recentes dos browsers X, Y e Z para verificar qual vai exibir de maneira mais fiel o produto interativo que eles querem acessar.
Supor que o “usuário médio” (quem é esse?) usa o browser X, é um erro grave. Muito grave.
Para ilustrar, eis um exemplo real. O portal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais é de livre consulta e pode ser acessado por todo e qualquer cidadão conectado à rede. Entretanto, quem mais usa os serviços disponibilizados no endereço www.tjmg.gov.br são advogados e representantes de partes envolvidas em processos judiciais. Obviamente não são – necessariamente – experts em sistemas interativos; são especialistas em causas legais.
Como todos aqueles que não são – como nós – produtores ou estão envolvidos em produção de sistemas interativos, não têm a obrigação de manter-se atualizados e, muito menos, de instalar três ou quatro browsers diferentes em suas estações de trabalho, os usuários deste portal são bombardeados todos os dias com notícias como “o browser da empresa líder mundial de mercado em software tem graves falhas de segurança”.
Assim aconteceu com uma pessoa que me procurou para comentar sobre o sistema judiciário e a ineficiência do referido portal. A pessoa comentou comigo que – por mais de uma semana – esperava a disponibilização de importantes informações sobre o andamento de um processo. Havia perdido há muito a paciência. Cansada de esperar, resolveu entrar em contato com o suporte do portal para queixar-se da demora na publicação destas importantes informações. Procurou-me para que eu a auxiliasse a descrever o erro numa linguagem que o destinatário de sua mensagem de reclamação pudesse entender. Concordei em ajudar e pedi para que me mostrasse o erro.
Tão logo a pessoa iniciou o processo de navegação para visitar o portal, percebi que escolheu o browser Firefox. Observei todo o procedimento efetuado e vi que a busca realizada pela pessoa não retornou resultados. Pedi para que agora realizasse o procedimento usando o Internet Explorer. Eis que fui interrompido com uma expressão de espanto: “mas vocês que ‘entendem’ de internet não dizem que o Firefox é melhor?”. Concordei e respondi: “sim, mas pode ser que o website em questão não funcione bem no Firefox”. Ao usar o browser da Microsoft, a busca retornou os tão desejados resultados por muito esperados.
Demorou um pouco, mas consegui explicar que a culpa não era – nem de longe – do Firefox; e muito menos do Internet Explorer. Imagina se esta pessoa que me procurou não tivesse ninguém para auxiliá-la neste momento? O que aconteceria?
Se é pra atribuir responsabilidade, façamos o correto e indiquemos os responsáveis pelo portal, que deixaram passar batidas questões de compatibilidade de seu portal com o browser que mais cresce em participação no mercado.
A moral da história é fácil de encontrar. Respeito é bom e o usuário gosta. Produzir sistemas interativos compatíveis é dever de toda equipe de produção e peça chave para que o usuário seja sempre respeitado.
Jogo dos erros no portal d’O Tempo
A imagem ao lado é uma captura de tela que fiz de uma página de matéria no portal do jornal O Tempo.
Nela é possível encontrar ao menos duas áreas da interface com erros.
Vamos começar pelo primeiro, que é menos grave. Dê uma olhada na porção destacada na parte inferior da imagem. Nela há um widget para compartilhamento desta matéria em redes sociais. Até aí, tudo ótimo. Esta é uma louvável iniciativa do pessoal do portal que dá de dez no concorrente. O problema é que o Windows vista é um sistema operacional, não uma rede social… Vacilo bobo mas que pode confundir o usuário e prejudicar o desempenho do próprio widget.
A outra área destacada mostra um novo (e mais grave) conjunto de erros. Trata-se de uma área de navegação por mais matérias com temática relacionada àquela que estamos lendo. Repare que há uma instrução bem confusa para indicar como deve ser feita a navegação. Em primeiro lugar a instrução está bem distante do objeto a que se refere; ligada a ele por uma linha e, pior: piscando. Estas três coisas fazem o usuário pensar que ele deve clicar e arrastar na parte que está piscando. Fazendo isso, obviamente, não conseguirá êxito. Contribuem para consolidar este erro a questão de existir uma linha (que dá a idéia de que é esta linha a trilha do tal “slide” que deve ser arrastado) e o texto da instrução (“clique e arraste”) confunde o usuário, pois em outros locais da interface o usuário deve clicar sobre a palavra “clique” para executar algo.
Ou seja: a intenção é boa, mas a execução, não.
Este tipo de atenção com a interface e com o que o usuário faz com ela é que faz as pessoas gostarem ou não de um sistema. Por isso, este tipo de erro não pode “passar batido” e estes deslizes devem ser corrigidos o quanto antes; preferencialmente antes do lançamento.
Em outras palavras, ao implementar o design centrado no usuário, este tipo de falha é descoberta antes de o produto ser lançado, diminuindo o retrabalho e proporcionando uma boa experiência ao usuário.
A importância da compatibilidade
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 1 de maio de 2006
A importância da compatibilidade
A guerra pela audiência na web está mais quente do que nunca. Nós, gestores de projetos, temos um importante papel no front.
A discussão sobre a construção de projetos interativos compatíveis se dá há muito tempo. Entretanto, vemos constantemente sites que não funcionam no browser XYZ ou que precisam da versão mais recente do plugin ABC e por aí vai.
Pode parecer purismo, mas construir sistemas interativos para a web levando em conta a compatibilidade é crucial para o sucesso. O raciocínio que leva a afirmar isso é muito simples. Lembremos do mantra: O que vai levar a sua audiência ao seu site é – nada mais, nada menos que – o conteúdo.
O amadurecimento dos usuários e a evolução da rede tem nos levado a um cenário cada vez mais comum: Sites que não são compatíveis afastam a audiência.
Assim sendo, é preciso que pensemos nossos serviços para que sejam acessíveis e utilizáveis por todos. Afinal, colocamos nossos sistemas na web com um propósito, não é? Ou seja: queremos que as pessoas acessem e usem nossos sites. Se nos esquecermos de preparar estes sites para uma determinada parcela dos usuários, por menor que seja o número, o resultado pode não ser nada bom. Isso porque, como o conteúdo está na rede, qualquer um pode acessá-lo, certo? Assim sendo, quem garante que aquele cliente que fará uma compra estará usando o Browser XYZ do jeitinho que planejamos?
Como é impossível controlar a maneira que os usuários acessam nossos sites, devemos sempre nos preocupar em produzir sistemas interativos compatíveis com todas as plataformas, browsers e usuários. Se não o fizermos, certamente perderemos audiência pois, como já disse, o que o usuário quer é acessar e usar o conteúdo que oferecemos.
Uma prova é a explosão do RSS. A popularização da oferta de conteúdo on demand para nossos usuários mostra que o mais importante para eles não é ver o nosso menu super bonitinho feito em Flash, mas sim ter acesso ao conteúdo que ele (ou ela) quer ler.
Respeito é bom, o usuário gosta e a audiência recompensa. Quando produzimos sites compatíveis, todos podem acessar e a qualidade do nosso conteúdo será o verdadeiro diferencial.
Manter a audiência constante é um desafio de qualquer gestor de conteúdo. Produzir um site que não é compatível torna esta tarefa ainda mais difícil. Eliminar estas barreiras deve ser nossa prioridade número um no que diz respeito à construção de sistemas interativos para a oferta de conteúdo ou para a prestação de serviços pela rede.
Quando produzimos sites que não são compatíveis, colocamos uma imensa e desnecessária barreira em nosso caminho para o sucesso. Como se já não bastassem os desafios no desenvolvimento de um sistema que funcione, seja fácil de usar e que ofereça conteúdo e/ou serviços de qualidade. Por isso conclamo todas as equipes de webdesign a não produzirem fora dos padrões.
Fazer isso é mais fácil do que imaginamos. Há várias maneiras de buscar auxílio na produção de sistemas compatíveis. Para mais informações, recomendo a consulta aos livros do Jeffrey Zeldman (Projetando Web Sites Compatíveis – Ed. Campus) e do Felipe Memória (Design para a Internet: Projetando a Experiência Perfeita – Ed. Campus), além disso, há muito conteúdo bacana nos sites dos autores (zeldman.com e fmemoria.com.br) e no W3C (w3c.org).
Portanto, arregace as mangas e comece hoje mesmo a produzir sistemas interativos compatíveis. Essa é mais uma maneira de fazer bom uso da rede.
E-mail não é site
Feb 21, 2010 Cibercultura, Elucubrações, UCD, Webdesign
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 1 de fevereiro de 2006
E-mail não é site
Rotular nunca é legal. Como também nunca é legal usar a palavra ‘nunca’ (pois nunca se sabe o dia de amanhã). Ainda assim usamos o bendito ‘nunca’ o tempo todo e rotulamos de quando em vez. O que se conclui com isso é que – inevitavelmente – rotularemos e usaremos o tal ‘nunca’ da mesma maneira que usamos o ’sempre’.
O que escrevo aqui não foje à regra. Rotularei bastante e escreverei muitos ‘nunca’ e outros tantos ’sempre’.
Começo com o rótulo contido no título: E-mail não é site. Por causa disso, não deve ser composto em HTML.
Muita gente acha que enviar e-mail com HTML é legal e vai gerar retorno para a sua empresa se o seu newsletter for composto e enviado assim. Não, as coisas não funcionam desta maneira. Os software que usamos para ler nossos e-mails não foram totalmente preparados para renderizar e exibir os códigos HTML e, por isso, muitos erros podem ocorrer – inclusive o mais temido: seu cliente não conseguir ler a sua mensagem.
Além destes, há vários outros motivos para nunca enviarmos e-mail com HTML para nossos clientes ou quem quer que seja.
Segurança: E-mails em HTML costumam são um prato cheio para os mal-intencionados embutirem scripts que serão executados pelo incauto usuário e disparar worms, cavalos de tróia e vírus. Não importa se as mensagens que você envia não tenham nenhum tipo de artifício malicioso ou “truque sujo”, lembre-se que, para ler sua mensagem, o usuário deverá habilitar a leitura de e-mails com HTML e, portanto, sofrer o risco de ser infectado por uma mensagem de outrem. Não faça isso. Se possível, oriente-o a desabilitar esta função.
Confusão: Muitos gerentes acham – e eu concordo com eles – que, pior do que o seu cliente não conseguir ler o seu e-mail é o fato de a sua mensagem ser confundida com um spam por alguma ferramenta que ele venha a usar. Mensagens em HTML têm mais chances de serem diagnosticadas como spam do que mensagens de texto simples. Mais um motivo para nunca, nunca mesmo, mandar e-mail com HTML.
E não pense que sua mensagem comercial terá mais chances de gerar retorno só por causa de imagens e de uma formatação “bonitinha”. Grandes empresas oferecem a opção de entrega de mensagens no formato texto e recebem muitos cliques e compras em retorno a estas mensagens por um motivo simples: elas entregam nas caixas de entrada dos usuários aquilo que eles querem receber. E isso não depende de uma mensagem com figuras ou a sua marca numa animação, mas sim de uma estratégia bem planejada e executada de business intelligence. Isso mesmo, inteligência é a palavra-chave aqui. Nada a ver com firulas gráficas ou e-mail em HTML.
Eu sempre oriento meus alunos e clientes a seguirem o caminho do bom senso e da inteligência. Faço isso insistindo para que configurem seus leitores de e-mail para não processarem o HTML das mensagens e, principalmente, para não enviarem mensagens com HTML. Fazendo isso, os destinatários sempre agradecerão.
Comece a exteriorizar a sua inteligência e exercitar o bom senso: não envie nem receba mensagens em HTML. Faça bom uso da rede.
Conhecer para fazer
Feb 20, 2010 Cibercultura, Elucubrações, UCD, Webdesign
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Coluna enviada para a revista WWW no dia 1 de janeiro de 2006
Conhecer para fazer
Sabe aquele ditado de “escreve bem quem lê bastante”? Pois é, a mesma coisa pode ser aplicada para nossos projetos interativos. Faz melhor quem conhece os mais variados projetos, ou seja: se dá bem aqueles que usam a rede de um jeito diferente, com um olhar diferente e percebendo coisas diferentes.
Suponha que você acaba de ser contratado para uma consultoria. Seu cliente precisa propor algo novo para o cliente dele. A idéia é fazer algo diferente, surpreendente e eficiente. A primeira pergunta a fazer deve ser a de sempre: “qual é o objetivo do cliente?”. Para quebrar o silêncio que certamente se instalará na sala de reuniões, explique o óbvio: diferenciar e surpreender não são objetivos claros. É preciso, em primeiro lugar, conhecer o cliente e saber o que ele pretende fazer em suas ações de comunicação; on e offline.
Tendo sido identificados de forma clara e eficiente os objetivos do cliente, a segunda coisa a se fazer é pesquisar. Buscar em tudo quanto for lugar algumas idéias interessantes para poder, efetivamente, surpreender o cliente com alguma solução realmente eficiente. Comece pelos concorrentes diretos do cliente, conheça-os e também as suas ações como se você fosse parte da equipe. Entenda o que eles estão fazendo e procure identificar quais objetivos podem estar por trás daquelas ações. Evitar copiá-los. Fazer algo só porque o concorrente fez não é garantia de sucesso. Verifique se aquela ação se encaixa no conjunto de objetivos de seu cliente antes de propor uma aolução semelhante. Se todos simplesmente copiassem, não haveria inovação.
Depois de conhecer os concorrentes de cliente como a palma de sua mão, busque conhecer aqueles que atuam no mesmo segmento, mas em praças diferentes. Por exemplo: se o cliente é um shopping center, a primeira parte da pesquisa tem como foco os outros shoppings da mesma cidade, começando por aqueles que atuam junto ao mesmo segmento e depois expandindo a pesquisa. A segunda etapa da terá como foco os shoppings de outras cidades. Comece por aqueles que tenham perfil semelhante ao do cliente e, depois, novamente, expanda seus horizontes. Neste ponto as referências se multiplicam. Nem preciso dizer que quanto mais ações de diferentes shoppings centers, você conhece, mais fácil será propor ações interessantes para o seu cliente.
A pesquisa não pára por aí. Busque referências em ações de empresas de outros países se houver tempo. Você verá o quanta diferença este tipo de ação faz na hora de propor algum tipo de solução. E não se contente apenas com os concorrentes e empresas que atuem no mesmo setor do cliente em questão; busque empresas com atuação em setores proximos ou que compartilhem públicos semelhantes. Neste ponto as referências que você terá reunido serão exponencialmente superiores (em número e em ações) àquelas que você tinha quando olhava apenas para os concorrentes diretos do seu cliente.
Aí ficou fácil, não é? Propor uma solução que seja diferente, surpreendente e eficiente ficou moleza depois desta pesquisa que você fez. Mas também, pudera, não é? Com tanto esforço, o resultado não poderia ser diferente.
Moral da história: Um projeto interativo realmente novo e criativo não cai do céu.
Faça bom uso do e-mail
Feb 19, 2010 Cibercultura, Elucubrações, UCD, Webdesign
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 1 de dezembro de 2005
Faça bom uso do e-mail
Fazer bom uso da rede também significa fazer bom uso do e-mail. Afinal, mais da metade do tráffego da rede se refere às mensagens trocadas por meio do correio eletrônico. Fazer bom uso deste serviço é crucial tanto para a empresa quanto para o profissional; seja em negócios de tecnologia ou de qualquer outra natureza.
Comecemos pelo uso empresarial do e-mail. Refiro-me aos casos em que a empresa entra em contato com pessoas para assuntos diversos. É providencial neste momento passar o primeiro conselho para o bom uso do e-mail: Jamais envie uma mensagem para quem quer que seja sem que esta pessoa tenha lhe autorizado.
Não é segredo para ninguém que o poder está nas mãos do usuário no que se refere à internet. No caso do e-mail, isso se manifesta de maneira ainda mais expressiva. Coloque-se no lugar do usuário: Sua caixa de entrada é aquele espaço só seu, protegido por uma senha que só você sabe, que só você acessa quando quiser, que você guarda o que quiser. Ver aquele espaço invadido por alguém que você nem conhece – e pior: para tentar lhe vender qualquer que seja o produto ou serviço – é algo que está muito além dos limites. Dessa forma, opte sempre por enviar mensagens em nome de uma empresa somente àqueles que concordaram em receber estas mensagens.
Sem deixar o sarcasmo de lado, espero nem precisar dizer que a quantidade de mensagens e a periodicidade do envio devem ser definidas pelo usuário no momento da autorização, não é? Ah, e pra ficar bem claro: evite a todo custo enviar qualquer mensagem em nome de uma empresa usando um e-mail pessoal ou de um domínio que não tenha qualquer relação com a empresa em si. Comprar um domínio e fornecer endereços aos funcionários é tão barato que o uso de serviços de terceiros é cada vez menos necessário. Se for gratuito, então… ih! Que credibilidade e autoridade você daria a uma empresa que usa um e-mail gratuito para conversar com seus consumidores e/ou prospects?
Antes de falar especificamente aos profissionais, duas pequenas dicas que são de extrema importância tanto para as empresas quanto para quem trabalha nelas. É hora do segundo conselho para o bom uso do e-mail: Não envie mensagens em HTML. Porquê? É simples: Você não pode garantir como o destinatário visualizará a sua mensagem. Colocar aquele texto infame que diz “caso você não esteja visualizando esta mensagem corretamente, clique aqui” não resolve nada. Aliás, para os usuários que optam pela exibição de mensagens em modo texto, este trecho nem será clicável. Para ajudar a justificar esta posição, recorro ao fato que é atraves de mensagens em HTML que os software leitores de e-mail executam scripts e disparam worms que tanto nos dão trabalho.
Agora, mais uma dica comum a empresas e profissionais; ou, se preferir, o terceiro conselho para o bom uso do e-mail: Se precisar enviar a mesma mensagem a um grande grupo de destinatários de uma só vez, opte pelas cópias-carbono, ou blind carbon copies. O uso deste recurso impede que sua mensagem seja tratada como spam por alguns filtros além de garantir a provacidade de todos os seus destinatários e evitar a publicação indevida de endereços eletrônicos de pessoas que, provavelmente, não concordariam com isso.
Agora, falando especificamente aos profissionais que usam o e-mail como ferramenta de trabalho, os dois últimos conselhos. Seguindo a ordem, eis o quarto conselho para o bom uso do e-mail. Seja claro, objetivo e não abuse da paciência do destinatário. O campo de assunto de uma mensagem eletrônica deve dizer muito sobre o conteúdo da mensagem. E deve dizer a verdade. Se você falar que tudo é “urgente”, no final das contas, nada será urgente de verdade, não é? Não precisa escrever a mensagem inteira no campo do assunto, mas basta dizer a verdade acerca do conteúdo da mensagem. Isso fará com que mensagens que precisem de resposta imediata serão lidas rapidamente e respondidas o quanto antes. Outra coisa importante a se considerar é o tamanho do texto. Além de mim, não conheço mais ninguém que tenha se acostumado a ler textos longos na tela do computador. Dá uma preguiça danada para muita gente, além de – claro – dores nos olhos. Sendo assim, segure a onda.
Seguindo o supracitado princípio OSSSSO (O Segredo do Sucesso é Saber Segurar a Onda), eis o quinto conselho para o bom uso do e-mail. Não trabalhe para o e-mail, deixe o e-mail trabalhar para você. Mantenha uma quantidade mínima de endereços pois gerenciar várias caixas postais é uma tarefa um tanto quanto cansativa. Além disso, ajuste a checagem automática de novas mensagens para efetuar o serviço a cada 20 minutos ou mais. Tem gente que acha que uma hora de intervalo é pouco, mas eu me contento com metade disso. O fato é que, toda vez que o seu software apita você deixa de fazer o que estava fazendo para ir lá ver o que chegou. Isso é muito pouco produtivo, não precisa nem dizer, não é?
Para acabar a coluna (que já está bem longa), uma última dica para deixar o e-mail trabalhar para você: use e abuse de templates e assinaturas. Já que estamos falando de rendimento no trabalho, tente contabilizar quanto tempo por semana você gasta escrevendo saudações e assinaturas para suas mensagens eletrônicas.
Bem, é isso. Um excelente uso do e-mail a todos!
Usabilidade é coisa séria
Feb 18, 2010 Cibercultura, Elucubrações, UCD, Webdesign
Achei em uns antigos backups aqui no escritório um cd com minhas colunas para a revista WWW. Escrevi estas colunas nos anos de 2005 e 2006. Como elas ainda não estavam disponíveis para os leitores do blog, resolvi colocá-las aqui aos poucos. O que replicarei no blog é o texto bruto, enviado para os editores da revista. Os textos podem estar antigos e, ainda, terem erros. Conto com vossa compreensão. Boa leitura!
Coluna enviada para a revista WWW no dia 1 de novembro de 2005
Usabilidade é coisa séria
O assunto já foi abordado diferentes vezes nesta coluna, mas nunca de maneira direta. Faz parte do principio “osssso”, jamais deve ser deixado de lado em um projeto web e, obviamente, deve ser pensado em todos os serviços e sistemas hipertextuais que usam – ou não – a web como suporte.
Usabilidade é algo que só recentemente vem sendo aplicado à web, mas o conceito, os métodos e os princípios são muito anteriores a ela. Aqui na W vocês tiveram a oportunidade de ler uma matéria bem abrangente sobre o tema e sua aplicação na web. A leitura desta matéria especial é mais do que recomendada para aqueles que se importam em construir websites eficientes.
Então, voltando à Usabilidade (sem nunca ter saido dela). Trata-se de um assunto sério e que, por isso, dispensa a falsa colaboração de doidos, maluquinhos, opinadores e demais aproveitadores de plantão. Mas não é um tema difícil, apesar de sua abrangência, seriedade e complexidade. Tanto que, em novembro, tivemos o dia mundial da Usabilidade (http://www.worldusabilityday.org/), promovido pela UPA (Usability Professionals’ Association – http://www.upassoc.org/). Com aplitude global, como o próprio nome diz, o dia mundial da Usabilidade contou com eventos em mais de 30 países, inclusive no Brasil.
O dia 3 de novembro – data escolhida – teve como mote a valorização da Usabilidade, mostrando a sua importância. O slogan era: “Making it easy”, que não poderia traduzir melhor o conceito do termo Usabilidade: fazer as coisas serem mais fáceis de usar.
No Brasil tivemos eventos em Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Em BH, onde pude, honrosamente, ser um dos professores participantes, a quantidade de inscritos e a ocupação dos auditórios onde o evento foi realizado mostrou que a preocupação em desenvolver tecnologias, dispositivos e sistemas de fácil utilização é crescente e merece a atenção de quem desenvolve sistemas interativos, com grande destaque para a web.
Muitos eram os interessados em tecnologias, dispositivos e websites fáceis e simples de usar para suas empresas, entidades, instituições governamentais e clientes. Afinal de contas, se é difícil de usar, as pessoas evitarão o uso, certo?
Foi um dia bastante produtivo, posso dizer. Pudemos mostrar a todos os interessados duas coisas muito importantes que compartilho aqui com vocês:
1 – Usabilidade deve ser uma preocupação presente em todo o processo de desenvolvimento de um produto, tecnologia, serviço ou sistema interativo (iclua aí os websites), e não no final, como muita gente está acostumada a ver. Estes pequenos detalhes podem fazer uma enorme diferença – tanto orçamentária, evitando gastos desnecessários com retrabalho, quanto em satisfação do usuário;
2 – Usabilidade significa pesquisa, avaliação e método, coisa que muita gente esquece e acaba se baseando apenas em opiniões e achismos. Avaliações e testes de usabilidade são apresentam resultados mensuráveis que implicam em ações diretas e específicas que podem representar impactos substanciais aos projetos de desenvolvimento de novos produtos, sistemas, tecnologias e serviços.
Em suma: poder conversar sobre um assunto tão interessante e importante, não poderia ter sido melhor; tanto lá quanto cá. E é por isso que eu aproveito, mesmo já tendo passado quase um mês da realização do evento, para reforçar este conselho primordial para que você faça bom uso da rede: inclua avaliações de Usabilidade em todo o processo de desenvolvimento de sistemas interativos. O usuário agradecerá e, consequentemente o seu cliente e – talvez num apelo mais ‘capitalista’ – o seu bolso também.


