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A importância de saber falar a língua de seu usuário

Cada vez mais as empresas estão entendendo que é preciso estar na web para algo além de simplesmente marcar um lugar. Torna-se, então, cada vez mais importante compreender que é importante saber falar a língua de seu usuário neste ambiente.

Nesse quesito, as empresas que nascem na web dão um banho. Enquanto a maior parte das empresas que “entram” na web o fazem de maneira quase padronizada, as que enxergam bem a web como um espaço de comunicação e não apenas como um “meio” (coincidentemente ou não, estas costumam ser justamente as que nasceram na web) nadam de braçada ao se comunicarem com seus usuários de um jeito que eles entendem e são capazes de responder.

Dois exemplos bacanas são a Dreamhost, que surpreende com uma comunicação informal – especialmente em suas newsletters – que descontrai, informa e não deixa a seriedade de lado, e também o Page.ly (a imagem do post vem de lá), que explica aos visitantes de sei site para quem é o serviço que eles fornecem de maneira bem-humorada e eficiente.

Seria muito bacana se mais empresas aprendessem a se comportar assim na web.

Estude Design de Interação sem sair de casa

A PUC Minas Virtual está oferecendo um curso a distância (EaD) de atualização em Design de Interação.

Com 120h de duração, o curso visa apresentar os conceitos fundamentais do Design de Interação. Veja:

O CURSO

Trata-se de um curso de apresentação e consolidação de conceitos básicos referentes ao Design de Interação e que propõe, após esta contextualização teórica básica, a aplicação prática destes conceitos no desenvolvimento de projetos interativos.

OBJETIVOS

Apresentar conceitos básicos de Design de Interação, de Usabilidade e de Design Centrado no Usuário. Proporcionar aos alunos uma visão do processo de desenvolvimento de produtos interativos, onde deve ser levado em conta o usuário, o objeto (sistema ou produto) a ser desenvolvido e o ambiente onde ocorrerá a interação. Estes aspectos devem ser levados em consideração de forma a complementar a noção acerca dos objetivos do desenvolvimento do produto em si.

A QUEM SE DESTINA

Profissionais que tenham contato e/ou experiência com o desenvolvimento de produtos interativos (multimídia ou web) e desejam atualizar-se de maneira rápida e fundamentada nos conceitos de Design de Interação, levando-se em conta o usuário e os aspectos de usabilidade. Graduados nos cursos de ciência da computação, sistemas de informação, desenvolvimento e engenharia de sistemas, comunicadores, publicitários e designers.

CONTEÚDO DO CURSO

  • Fundamentos de Design de Interação;
  • Design Centrado no Usuário;
  • Usabilidade;
  • Projeto Interativo

CARGA HORÁRIA

120 horas

METODOLOGIA

O curso será desenvolvido pela Internet e os alunos contarão com o apoio dos professores e de tutores. A concepção de ensino-aprendizagem adotada respalda-se na interação entre os participantes do curso (aluno-professor, aluno-aluno, tutor-aluno). Essa interação pode ser sincrônica, por meio de chats, ou assincrônica, no ambiente virtual específico do curso. O material didático inclui CD-ROM, textos básicos e Manual do Aluno, guia que contém orientações para a navegação no sistema. Durante o desenvolvimento do curso, os alunos deverão fazer as leituras indicadas e realizar as tarefas propostas, dentro de prazos previamente estabelecidos em cronograma.

CERTIFICAÇÃO

Para receber o certificado do curso de atualização o aluno deverá completar todas as atividades propostas pelos professores conforme cronograma do curso.

BENEFÍCIOS

  • Horário flexível, respeitado o cronograma das atividades e o prazo limite estabelecido para a conclusão do curso
  • Possibilidade de realização do curso em casa ou em local de trabalho
  • Atendimento individualizado
  • Material didático básico elaborado para o curso e, em parte, incluído no valor total do investimento.
  • Suporte tecnológico durante todo o período de realização do curso

REQUISITOS TECNOLÓGICOS

O aluno deve possuir ou ter acesso a computador com a seguinte configuração mínima: Processador Pentium III – 500 MHz (recomenda-se Pentium 4 – 2 GHz), 256 MB de memória RAM (recomenda-se 384 MB);

  • Drive de CD-ROM 8X;
  • Placa de vídeo configurada para 800 x 600 pixels e 256 cores (recomenda-se 1024 x 768 pixels e 65.536 cores/16 bits);
  • Placa de som com caixas acústicas (ou fones de ouvido) e microfone;
  • Windows 2000 (SP4) ou XP (SP2);
  • Microsoft Internet Explorer (versão 6.0x ou superior);
  • Máquina Virtual Java (Java Runtime Environment ) da Sun Microsystems (versão 1.4.2 ou superior);
  • Acesso à Internet, com velocidade mínima de conexão de 56 kbps ;
  • Correio eletrônico pessoal (e-mail).

Obs.: “O portador de necessidades especiais no campo da visão deverá possuir ou ter acesso a um programa ( software ) de leitura de tela, compatível com Windows 2000 (SP4) ou Windows XP (SP2), que deverá estar instalado no computador que será utilizado para acompanhar o curso.”

REQUISITOS ACADÊMICOS

Entrega da documentação exigida na Secretaria Acadêmica da PUC Minas Virtual conforme endereço divulgado.

  • Cópia de documento de identidade de valor legal e do CPF (não precisa ser autenticado).
  • Curriculum Vitae (sucinto).
  • Cópia do boleto de pagamento da Matrícula (1ª parcela do curso)

APÓS FAZER A SUA INSCRIÇÃO PELA INTERNET, envie os documentos por correio à PUC Minas Virtual com a identificação do curso e do nome do aluno: PUC Minas Virtual A/C: Secretaria Acadêmica Rua Espírito Santo 1059, 12º andar Centro CEP: 30160-922  – Belo Horizonte, MG

SELEÇÃO

A seleção será feita com base na análise do histórico escolar, do curriculum vitae e da exposição de motivos apresentados pelo candidato.

INSCRIÇÕES ATÉ 05/09/2010

DURAÇÃO DO CURSO

Outubro/2010 a Março/2011

MESES X MENSALIDADE = VALOR TOTAL

6 x 200,00 = 1.200,00

COORDENAÇÃO ACADÊMICA

Simone Alves Nogueira

Quem estiver interessado pode obter mais informações ou fazer a inscrição por aqui.

Você percebeu esta melhoria do Twitter?

Acabo de receber uma mensagem de comunicado sobre um novo seguidor no Twitter e percebi uma ótima mudança na interface desta mensagem.

Veja você mesmo. Esta é a nova mensagem (clique sobre ela para ampliar):

clique para ampliar

E esta é a mensagem antiga:

clique para ampliar

Quais foram as alterações e os benefícios?

  • Os nomes de usuário tanto do seu seguidor quanto o seu agora são exibidos com links – fica mais fácil identificar e interagir
  • Os disparadores de ação estão mais claros e melhor apresentados – facilita o retorno por parte da ferramenta e também para o seguidor
  • As informações sobre seu novo seguidor estão mais completas – melhora a comunicação da mensagem
  • As explicações complementares estão mais claras, objetivas e sucintas – diminui as chances de erros de interpretação

Eu curti. Certamente aproveitarei melhor estas mensagens.

Minha contribuição para “Os 10 Punhos Secretos do Monge Pak Mei”; palestra do Gazel

O vídeo abaixo faz parte de uma série produzida pelo grande Ronaldo Gazel para o EDTED onde ele proferiu palestra. O Gazel me pediu algumas informações por e-mail e transformou minhas colaborações enviadas em texto num vídeo bem bacana. Confira!

Usabilidade – Caio Cesar (IEC – PUC-MG) – “Os 10 Punhos Secretos do Monge Pak Mei”.

Para ver mais vídeos da série, acesse: http://vimeo.com/gazozzo

Respondendo algumas perguntas sobre Usabilidade

Recebi um questionário enviado por graduandos em comunicação. Embora esteja um pouco amplo demais, sem uma indicação muito precisa do que quer ser descoberto, com problemas em algumas perguntas, e contendo outras que não me compete responder, resolvi compartilhar as minhas respostas por aqui. Quem sabe isso não ajuda mais pessoas a se informarem sobre o assunto, né?

Boa noite;

Sou Xxxxxx Xxxxxxxx, estudante de Jornalismo e integrante do grupo de TCC da Xxxxxxx, cujos objetos de estudo são Jornalismo Multimidiático e Jornalismo Institucional. Nossa peça prática será o projeto piloto de um Portal de Comunicação para a Xxxxxx.
Após pesquisas, chegamos ao seu nome para ajudar no corte teórico através de uma entrevista.
Portanto, segue, em anexo, um pequeno questionário para que você, por favor, responda e nos ajude.
Peço que me envie as respostas até terça-feira (27/07), neste mesmo e-mail. Peço também que informe o seu currículo.
Estou no aguardo. Desde já agradeço.

Como estão os estudos de usabilidade atualmente?

Acredito estarem se desenvolvendo de maneira bastante promissora. O campo está cada vez mais conhecido e mais pessoas estão colaborando, o que é bastante positivo. A Usabilidade tem ganhado mais atenção a cada novo projeto. Isso é bom para o projeto e, especialmente, os usuários.

O meio acadêmico tem mais influência ou quem dita mais as regras nessa área é o mercado e seu empirismo?

No que diz respeito a Usabilidade, mercado e academia são bem próximos. Grande parte dos pesquisadores em universidades têm um pé no mercado e grande parte dos consultores em usabilidade têm um pé na universidade. Esta ligação é uma indicação – inclusive – de credibilidade do profissional. Dessa forma, a dicotomia entre universidades e mercado não existe neste campo como em outros.

Como você vê os avanços na área?

Vejo com olhos bastante animados e esperançosos. As recentes colaborações vindas – por exemplo – da vertente do desenvolvimento ágil são bastante interessantes e prometem ajudar a popularizar o trato em usabilidade no desenvolvimento de produtos interativos.

Quais são as tendências no que tange a usabilidade hoje em dia? E o futuro, tem como prever um pouco?

Acredito que o desenvolvimento e aprimoramento / validação de técnicas e métodos de desenvolvimento ágil voltados para usabilidade ou que levem em consideração a usabilidade são especialmente promissores. Além disso, há um crescimento que deve ser olhado de forma muito positiva das abordagens que levam em conta acessibilidade e usabilidade.

Quais são os sites ou portais que você considera referência em usabilidade? Por quê?

Google é um exemplo que devemos sempre ter em mente neste aspecto. Sua mentalidade de desenvolvimento voltado para o usuário é bastante interessante. Obviamente eles erram, como todos os outros, mas estão sempre atentos e iterando a partir do feedback dos usuários. Seus produtos são desenvolvidos tendo isso em mente, o que faz deles muito eficientes.

Além de Google, enxergo a Globo.com como uma empreitada que trabalha de forma bastante interessante e efetiva o trato em experiência do usuário.

Onde entra a experiência do usuário nessa área? E os testes de usabilidade?

Entram onde os métodos e técnicas que estão sendo adotados indicam. Normalmente acontece em todo o desenvolvimento e produção de um projeto. Desde a pesquisa para a descoberta de usuários, validação de ideias, verificação da eficiência de propostas a partir de protótipos, testes com produtos em desenvolvimento e avaliação de produtos prontos.

Além da usabilidade, quais os outros conceitos que, se colocados em prática, ajudam o usuário a chegar o mais próximo o possível da “experiência perfeita” na web?

Na verdade a usabilidade envolve vários conceitos e é difícil enxergá-la como algo único. Estão contidos dentro desta grande ideia, trato em acessibilidade, procedimentos de arquitetura de informação, prototipação, validação, e por aí vai. Assim sendo, a lista de variáveis e conceitos é bem ampla. De qualquer forma, acredito que os membros de todas as equipes de desenvolvimento e produção precisam ficar bastante atentos com as demandas dos usuários e também com a validação de suas propostas, verificando, inclusive, a adequação destas junto aos usuários. Seguindo isso, é possível proporcionar excelentes experiências de uso.

O que você acha que um portal multimidiático de uma faculdade de comunicação precisa ter?

Precisa atender as necessidades dos usuários e contemplar os objetivos da instituição. Assim sendo, este tipo de descoberta deve ser feita pesquisando-se junto aos usuários do portal e, obviamente, consultando e entendendo os objetivos da instituição.

O jogo de um único grande erro

A imagem acima contém um grande erro. Se você é um bom desenvolvedor, sabe qual é.

Ela foi retirada do site da Receita Federal, na página onde fazemos a consulta pela restituição do imposto de renda.

Para quem ainda não sacou, o erro é colocar o botão de “limpar” o formulário numa posição onde o usuário costuma encontrar o botão de “enviar” os dados preenchidos no formulário. Este erro, que é duplo (explico a seguir) proporciona uma péssima experiência, pois o usuário preenche os dados e clica – esperando que alguma ação de consulta aconteça – mas percebe que seu CPF e os dados inseridos no CAPTCHA foram apagados. Bem desnecessário e equivocado este esforço da Receita Federal.

O posicionamento deste botão nesta ordem e local específicos confunde o usuário e deve ser evitado.

Além deste erro primário de posicionamento, o botão de “limpar” em um formulário é, por si um equívoco. Responda rapidamente: por qual motivo alguém preenche os campos de um formulário para depois limpar tudo? Obviamente não há resposta para esta pergunta e a colocação deste botão só serve para complicar as coisas.

Fica pior quando o famigerado botão é posicionado num local que sugere que este deve ser o botão a ser apertado para que a função do formulário seja executada.

Mandou mal, Receita Federal.

Abandonando a mediocridade. Ep. 02 – Design de Interfaces

Dando sequencia às reflexões sobre o apagão da mão-de-obra qualificada – especialmente no mercado de comunicação e tecnologia – aventuro-me neste post a falar sobre o design de interfaces.

É incrível perceber, gostaria de ressaltar antes de começar o post em si – como é comum vermos hoje em dia (em pleno ano de 2010) que tem gente que chama o designer de interfaces de webdesigner… Questãozinha que me dá até preguiça… Mas é legal deixar claro que não se trata da mesma coisa. O que se chamava no passado de webdesigner não existe mais hoje; era aquele profissional que, sozinho, dava conta de toda a produção de um site. Hoje, feitas as devidas adaptações, o webdesigner estaria mais para um gestor de projetos do que para um cara que desenha interfaces em si. Este cara, o que desenha as interfaces, e o seu trabalho são os pontos centrais de minha reflexão de hoje.

Falando sobre este trabalho, então, não é difícil percebermos que tem muita gente querendo trabalhar com isso. Entretanto, novamente temos aqueles grandes agrupamentos de categorias (ou capacidade / qualidade) dos profissionais…

  • Uma minoria ínfima tem talento e é capaz de propor algo novo e bacana.
  • Um grande contingente simplesmente replica o que vê e tem certo domínio da ferramenta para execução e, com isso, mantém-se no mercado sem muito destaque.
  • Um contingente ainda maior que o anterior é de gente ruim de serviço.

Como todo mundo quer sempre subir um degrau nesta escala de qualidade profissional, espero aqui ajudar com algumas dicas. De quebra, imagino que ajudarei algumas pessoas a abandonarem o estado de mediocridade profissional e garantir seu lugar ao sol. Obviamente seria um delírio achar que todo mundo deveria (ou conseguiria) se encaixar no estágio avançado de propor coisas novas e se dar bem com isso. Entretanto, é legal sabermos que às vezes a gente vai se encontrar quase lá. E comportar-se de acordo com isso é importante; especialmente para não levarmos grandes rasteiras da vida.

  1. Entenda que ser um bom designer de interfaces é algo que vai além do domínio de uma ferramenta ou outra. Você deve compreender o que é design, ter boas noções de composição, equilíbrio e de cores. A ferramenta em si é, como já disse, secundária. Saber o que deve ser feito é infinitas vezes mais importante do que saber o que cada botão faz num software. Cuidado para não entender errado… Não quero dizer que você não deve dominar as ferramentas, mas sim que apenas dominá-las não faz de você um bom designer de interfaces. Para entender isso, há algumas boas fontes, on e offline. Os livros do Modesto Farina, o do João Gomes Filho e também o do Felipe Memória podem ajudar bastante nisso. O do Felipe, inclusive, deve ser lido por quem quer trabalhar com planejamento e com experiência também. Mas disso falaremos num momento mais adiante. Dentre as referências online, a Communication Arts é uma excelente pedida. Confesso que tenho um pouco de preguiça daqueles sites que reúnem uma listagem de sites bonitos. Isso porque geralmente não se vê muita criação, mas sim replicação…
  2. Colecione boas referências. Navegue bastante, leia bastante, assista bastante, preste atenção e tudo o que você vê nas ruas e fora delas. O tempo todo. Tudo pode ser uma boa referência. Mas a coisa não para por aqui. Você deve aprender a tratar as referências como referências. Policie-se para não sair por aí replicando as coisas que vê. Este é um grande desafio.
  3. Compreenda que desenvolver interfaces demanda conhecimento daquilo que você vai fazer, mas também conhecimento do público que vai usar aquilo que você vai fazer e – obviamente – das inclinações estratégicas da entidade para a qual você vai fazer aquela interface. Procure, então, conhecer o usuário, suas características, costumes e demandas, bem como aquilo que os concorrentes da entidade que lhe contratou para desenvolver aquela interface fazem e quais são os objetivos desta entidade tanto no que se refere a esta interface em si quanto no que se refere as estratégias mais abrangentes da entidade.
  4. Tenha em mente que desenvolver interfaces é uma etapa num processo maior, que acontece depois que ensaios visuais foram feitos e que pesquisas foram conduzidas e antes que as soluções sejam efetivamente construídas. Levem em consideração, então, que você deve saber trabalhar em grupo, se envolver em etapas anteriores e envolver produtores e programadores que colocarão as mãos na massa em etapas posteriores. E que fique bem claro que todos estão trabalhando para atingir um objetivo comum. Este tipo de envolvimento é bacana pois reduz riscos de retrabalho, garante o alinhamento do projeto e minimiza as chances de algo dar errado. Se você é um bom profissional e se vê em uma empresa que não pratica estas boas práticas, tentar implementá-las é uma excelente demonstração de sua capacidade e potencial. Se você não é um bom profissional, nem perceberá que é uma falha quando isso não acontece. E se você é um profissional medíocre, vai reclamar quando alguém da produção ou do planejamento der algum pitaco que macule a sua obra de arte. Pense nisso.
  5. Desenvolva suas capacidades no uso das ferramentas. Esta dica é a última justamente pois penso que este domínio, embora seja uma maneira bem fácil e eficiente de as empresas filtrarem os bons profissionais, não deve ser o seu objetivo final de desenvolvimento profissional. Guarde isso: todo bom designer de interfaces domina as ferramentas. Mas nem todos os que dominam as ferramentas são bons designers de interfaces. Uma coisa que recomendo a todos é evitar cursos puramente voltados ao uso dos software. Normalmente estes cursos são pouco produtivos. Costumo recomendar cursos aplicados a objetivos ou procedimentos específicos e também a utilização forçada… Algo que mistura a busca por referências, o aprendizado online por meio de tutoriais e o desenvolvimento de capacidades a partir do exercício forçado. pegar uma composição bacana e se propor a replicar aquele efeito que você achou legal é um excelente exemplo disso. É o famoso “aprenda fazendo”… Costuma ser mais eficiente do que um curso para saber quais são os atalhos da ferramenta.

É claro que esta é uma lista bem curta. Se você procurar um bom designer de interfaces, como o Herbert Rafael ou o Daniel Negreiros, eles te falarão muitas outras coisas bastante eficientes e mais específicas. De qualquer forma, imagino que estas cinco dicas listadas acima podem te ajudar a sair de um estado de mediocridade profissional e colocá-lo no rumo de um futuro mais bacana.

Resposta da Unimed

Acabo de receber uma mensagem bem bacana da Unimed acerca do meu post sobre a dificuldade de localização de uma informação lá no site deles. Leia:

Caio,

Entendemos que as manifestações das pessoas são oportunidades para aprimorar os nossos serviços.

Em atenção ao seu post, em seu blog pessoal, sobre o nosso site – wwww.unimedbh.com.br (ferramenta considerada um verdadeiro canal de relacionamento com clientes e internautas), esclarecemos que as informações sobre oncologia podem ser encontradas por dois meios:

- pesquisa no catálogo pela terminologia Cancerologia,  que é o nome da especialidade conforme Conselho Federal de Medicina.

ou

- pesquisa pelo link “Consulte a Rede Credenciada”, que se encontra logo abaixo do catálogo. Nessa parte, você encontra todos os nossos serviços de saúde credenciados.

A Unimed-BH está atenta às novas tecnologias e ferramentas disponíveis do mercado para oferecer os melhores e mais modernos serviços aos seus clientes. Por isso, adquiriu a ferramenta Google Search Appliance (GSA). Essa ferramenta está em processo de adaptação e com ela será possível associar termos leigos e científicos, por meio do Dicionário de Sinônimos do Google, facilitando a busca em todo o nosso site.

Estamos à disposição para mais esclarecimentos.

Atenciosamente,
Unimed-BH

A resposta não poderia ter sido mais educada e mostrou uma atenção que não estamos acostumados a ver em empresas por aí. Legal! Minha resposta a eles foi:

Obrigado pela resposta enviada! Publicarei no blog para que os
leitores fiquem por dentro.

Recomendo, adicionalmente, que considerem pesquisar com seus
associados / clientes acerca destas terminologias. Eu, por exemplo,
sempre pensei encontrar um oncologista dentro da categoria
“oncologia”, da mesma forma que um ortopedista e um oftalmologista….
Usar uma terminologia que não é familiar a seus usuários pode ser
muito prejudicial ao seu site.

Novamente agradeço a resposta. Muito bacana este feedback da Unimed.

Uma maneira rápida e fácil de descobrir se um site é ruim

Quer saber uma maneira rápida e fácil de descobrir se um site é ruim? Fácil: basta precisar usá-lo.

Acabo de passar um aperto danado tentando achar um telefone de uma clínica usando o site da Unimed BH (da qual sou cliente) enquanto uma pessoa me esperava ao telefone e, para minha surpresa, não consegui fazê-lo usando a busca.

Eu sabia apenas o nome do médico, a especialidade dele e o nome da sua clínica, mas não consegui localizar a especialidade na lista fornecida (no exemplo da imagem ao lado, outra especialidade que não aparece na lista: oncologia) .

Qual foi a solução? Google, claro! Depois de buscar pelo nome do médico, pimba! Achei os dados no site da clínica.

Resultado? Num teste rápido, simples e eficiente (porém, traumático): Unimed, seu site fede.

UPDATE (13 de abril, 19:35): Recebi uma resposta da Unimed para esta mensagem.

Aula inaugural da 4a. turma do curso de Design de Interação